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Líder dos EUA ameaça Irão com “as consequências de não se chegar a um acordo”

“Participarei nessas discussões, indiretamente, e serão muito importantes. Veremos o que pode acontecer. O Irão é um negociador difícil”, disse na segunda-feira o líder norte-americano aos jornalistas.
epa12273726 US President Donald J. Trump, with HHS Secretary Robert F. Kennedy Jr., delivers remarks during a Making Health Technology Great Again event in the East Room of the White House in Washington, DC, USA, 30 July 2025. The White House and the Centers for Medicare and Medicaid Services have received commitments from 60 healthcare technology companies to collaborate on a new health technology advancement initiative. EPA/SHAWN THEW
17 Fevereiro 2026, 10h18

O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou o Irão, sublinhando “as consequências de não se chegar a um acordo”, antes de uma segunda ronda de negociações sobre o programa nuclear de Teerão.

“Participarei nessas discussões, indiretamente, e serão muito importantes. Veremos o que pode acontecer. O Irão é um negociador difícil”, disse na segunda-feira o líder norte-americano aos jornalistas.

A bordo do avião presidencial, a caminho de Washington, Trump expressou ainda esperança de que ambas as nações cheguem a um acordo, “em vez de enviar” bombardeiros B-2 dos EUA “para destruir o seu potencial nuclear”.

“Espero que sejam mais razoáveis. Querem fechar um acordo… Não creio que queiram assumir a responsabilidade pelas consequências de não se chegar a um acordo”, disse o republicano, referindo-se às autoridades iranianas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, já se encontra na cidade suíça de Genebra, enquanto a delegação norte-americana é chefiada por Steve Witkoff, enviado especial da Casa Branca, e pelo genro de Trump, Jared Kushner.

A reunião terá lugar na embaixada de Omã, com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr bin Hamad al-Busaidi, a servir de intermediário.

Omã acolheu a primeira ronda de conversações indiretas entre os EUA e o Irão a 06 de fevereiro.

Conversações semelhantes ocorreram no ano passado entre os EUA e o Irão sobre o programa nuclear iraniano e fracassaram, depois de Israel ter lançado o que se tornou numa guerra de 12 dias contra o Irão, que incluiu o bombardeamento de instalações nucleares iranianas pelos EUA.

Entretanto, enquanto Trump ordenava o envio de um porta-aviões adicional para a região, o Irão lançou na segunda-feira um segundo exercício naval em semanas, informou a televisão estatal iraniana e disse que o exercício testaria as capacidades de inteligência e operacionais do país no Estreito de Hormuz, no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

O Irão anunciou que a Guarda Revolucionária paramilitar começou o exercício em vias navegáveis, que são rotas cruciais para o comércio internacional, através das quais passa 20% do petróleo mundial.

Esta é a segunda vez nas últimas semanas que marinheiros recebem avisos sobre um exercício de fogo real iraniano. Durante o exercício anterior, anunciado no final de janeiro, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA emitiu um aviso firme ao Irão e à Guarda Revolucionária.

A administração Trump procura um acordo para limitar o programa nuclear do Irão e garantir que este não desenvolva armas nucleares.

No domingo, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Majid Takht-Ravanchi, indicou que Teerão poderá estar aberto a compromissos na questão nuclear, mas procura um alívio das sanções internacionais lideradas pelos Estados Unidos.


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