Lisboa cai com forte correção das ações da EDP Renováveis. Bolsas da Europa em queda

Petróleo e Gás puxam por setor Energético em dia de correção nas bolsas. Lisboa viu as ações da EDP Renováveis caírem mais de 4%. Nos mercados o petróleo dispara mais de 2%. Já os juros soberanos agravam não só na Alemanha como nos países da Europa do Sul.

O PSI-20 caiu 0,78% para 5.347,99 pontos, seguindo o movimento de correção que se verificou em quase todas as praças europeias.

O destaque de hoje vai para queda das ações da EDP e da EDP Renováveis, de -2,65% (para 4,70 euros) e de -4,12% (para 21,86 euros), respectivamente.

A Semapa também se destaca ao cair -1,92% para 12,26 euros. A Pharol recuou -1,60% para 0,0921 euros e a Ibersol perdeu -1,36% para 5,8 euros.

As ações do BCP também fecharam em terreno negativo (-0,31% para 0,1285 euros).

Pela positiva destacou-se a Galp que valorizou +1,61% para 8,35 euros, a Altri que avançou 1,27% para 5,58 euros e a Ramada que ganhou +1,03% para cotar nos 5,9 euros.

As ações dos CTT subiram +0,53% para 4,74 euros.

As bolsas europeias encerraram em baixa, “com o setor de Utilities a demonstrar a maior desvalorização da sessão, numa altura em que vários Governos ponderaram tomar medidas para tentar reduzir o impacto da subida dos preços de gás e eletricidade na fatura do consumidor”, refere Ramiro Loureiro, analista de mercados do Millennium investment banking.

Itália foi o país, mais a apresentar, mais recentemente, planos pretendendo usar fundos públicos para reduzir o impacto da subida dos preços do gás na fatura dos contribuintes.

“Os setores de Bens de consumo e Retalho estiveram uma vez mais pressionados, com o aumento de pressão regulatória nos casinos em Macau (afetando as retalhistas de luxo) e com a revelação de fraco crescimento das vendas a retalho da China no mês de agosto (2,5% versus a estimativa de 7%). A contrastar esteve o Energético, impulsionado pelas subidas dos preços do petróleo (na ordem dos 3%) e do gás natural (+5,6%)”, adianta o analista.

“Em território nacional a Greenvolt recuou mais de 1%, encerrando o cíclico de 8 sessões consecutivas de ganhos, onde valorizou 20,8%”, segundo a mesma análise.

De notar que a empresa de energias renováveis vai integrar o PSI-20 ao fecho de sexta-feira.

Na Europa o EuroStoxx 50 caiu 1,09% para 4.145,9 pontos e o Stoxx 600 recuou 0,68%.

Os principais índices fecharam dentro da “red zone”. O FTSE 100 de Londres desceu -0,05% para 7.030,45 pontos; o CAC de Paris perdeu -1,04% para 6.583,6 pontos; o DAX caiu -0,68% para 15.616 pontos; o italiano FTSE MIB também fechou em queda de -1,02% para 25.762,1 pontos e o IBEX liderou as perdas ao recuar -1,65% para 8.635,4 pontos.

Em termos macroeconómicos destaque para os dados divulgados pelo Eurostat. No 2º trimestre de 2021, o Índice de Custo do Trabalho diminuiu 3,3% em Portugal, diminuiu 0,1% na Zona Euro e aumentou 0,6% na UE a 27, em relação ao período homólogo.

Já no que toca ao Índice de Produção Industrial. Em julho de 2021, a produção industrial diminuiu 0,1% em Portugal, aumentou 7,7% na Zona Euro e 8,3% na UE a 27, em termos homólogos.

No plano macroeconómico foi ainda revelado que a inflação no Reino Unido aumentou mais do que o esperado em agosto.

O euro sobe 0,08% para 1,1812 dólares.

O petróleo Brent, referência na Europa, dispara +2,38% para os 75,35 dólares o barril ao passo que nos Estados Unidos o crude valoriza +2,71% para 72,37 dólares.

Finalmente, no mercado de dívida soberana os juros da dívida alemã disparam 3,4 pontos base para -0,31%. A dívida portuguesa a 10 anos agrava ainda mais ao subir 4,37 pontos base para 0,25% e a dívida espanhola idem a subir 3,89 pontos base para 0,34%. Itália lidera a subida dos juros na Europa do Sul, ao agravar 5,5 pontos base para 0,70%.

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