Lisboa foi a única região a ganhar habitantes. Alentejo foi a que mais perdeu

Na União Europeia, Portugal encontra-se entre os países com taxas de crescimento efetivo negativas.

A Área Metropolitana de Lisboa foi, em 2018, a única região portuguesa em que aumentou a população residente. Entre 2017 e 2018, a região registou um crescimento efetivo de 0,45%, segundo os dados demográficos divulgados hoje pelo INE.

Em sentido contrário segue o Alentejo, que foi a região portuguesa que mais perdeu população em 2018, registada um recuo de 0,91% da taxa de crescimento efetivo. Isto deve-se às taxas de crescimento migratório (-020%) e às taxas de crescimento natural negativas (-0,72%).

Já a população residente em Portugal atingiu os 10.276.617 milhões de pessoas em 2018, menos 14.410 habitantes face ao ano anterior.

A taxa de crescimento efetivo atingiu os -0,14% (-0,18% em 2017) devido a uma taxa de crescimento natural de -0,25% e de uma taxa de crescimento migratório de +0,11%.

“Manteve-se, assim, a tendência de decréscimo populacional verificada desde 2010, ainda que se tenha atenuado nos últimos dois anos”, segundo o INE.

Olhando para a União Europeia, a população desta região registou um aumento em 1,1 milhões de pessoas em 2018, mais 0,21% face a período holómogo.

No total, a população aumentou em dezoito estados-membros e diminuiu em 10. Os maiores aumentos tiveram lugar em Malta (+3,68%), Luxemburgo (+1,96%) e Irlanda (+1,52%). As maiores reduções ocorreram na Letónia (-0,75%), Bulgária e Croácia (ambas -0,71%).

“Portugal, encontrando-se entre os países com taxas de crescimento efetivo negativas, ocupa a terceira posição entre aqueles que menos perderam população, atrás da Polónia (-0.01%) e da Hungria (-0.06%)”, segundo o INE.

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