Lista do quadros do Montepio alerta que 57% dos associados não pode votar presencialmente

“Verificou-se que a atual Administração optou por deixar de fora do voto presencial os Associados dos Açores, Madeira, Faro, Évora, Beja, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Setúbal, Leiria, Aveiro, Coimbra, Viseu, Viana do Castelo, Bragança, Braga, Santarém e Vila Real”, alerta a lista liderada por Pedro Gouveia Alves.

Cristina Bernardo

A candidatura “Valorizar o Montepio”, liderada por Pedro Gouveia Alves, em comunicado, revela que solicitou, junto da Comissão Eleitoral, o alargamento do voto presencial às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e às dezasseis capitais de distrito, que, por decisão da atual administração, não terão mesas de voto, no âmbito das eleições para a Associação Mutualista Montepio, marcadas para 17 de dezembro.

“Na verdade só os associados de Lisboa e Porto vão poder votar presencialmente”, alertam em comunicado.

O Regulamento Eleitoral, aprovado no passado mês de junho, contempla não só a votação eletrónica, mas também a votação presencial, sendo que, segundo a lista dos quadros é por decisão da atual Administração liderada por Virgílio Lima que “apenas aos associados de Lisboa e Porto será dada a possibilidade de votar presencialmente”.

Ficam assim “excluídos 57% dos associados de participação presencial nas eleições que se realizam no dia 17 de dezembro. Uma vez que só Lisboa e Porto terão mesas de voto”.

“Logo à partida, só nos Açores e na Madeira ficam inibidos de votar presencialmente cerca de 40 mil associados da Associação Mutualista Montepio, o que equivale a cerca de 7% da base associativa, aos quais acrescem mais 50% que correspondem aos associados das 16 capitais de distrito”, explica a lista dita dos quadros do Montepio.

Segundo a candidatura “Valorizar o Montepio”, que ainda aguarda registo da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, tal como as outras listas, “antecipa-se como resultado desta decisão a não promoção da participação do acto eleitoral”.

“Senão vejamos, nas eleições de 2018, que reconduziram Virgílio Lima na lista de Tomás Correia, foram registados pouco mais de 43 mil votos válidos, ou seja, menos de 10% da base associativa com direito a voto”, dizem.

A candidatura “Valorizar o Montepio” diz que “pretende que a participação associativa, nas próximas eleições, seja massiva e histórica e, por isso, defende ativamente a descentralização da participação associativa presencial – e não apenas no ato eleitoral – sendo esse um dos seus desígnios para o Quadriénio 2022-2025”.

A candidatura “Valorizar o Montepio” refere ainda que “acreditou que, após a aprovação do novo Regulamento Eleitoral em Assembleia Geral – realizada em quatro sessões, muito concorridas e disputadas – as eleições para a Associação Mutualista de Dezembro próximo seriam muitíssimo mais participadas”.

No entanto “verificou-se que a atual Administração optou por deixar de fora do voto presencial os Associados dos Açores, Madeira, Faro, Évora, Beja, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Setúbal, Leiria, Aveiro, Coimbra, Viseu, Viana do Castelo, Bragança, Braga, Santarém e Vila Real”, alertam.

A candidatura “Valorizar o Montepio” conclui dizendo que “aguarda, expectante, a decisão da Comissão Eleitoral, com a convicção de que a premissa de tratamento e direitos iguais para todos os associados seja reposta”.

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