Longe do ‘impeachment’, Trump anunciou em Davos que os EUA vão aderir à iniciativa para plantar um bilião de árvores

O presidente dos Estados Unidos participou pela segunda vez na reunião dos líderes mundiais no Fórum Económico Mundial, no mesmo dia em que arranca o seu processo de destituição no Senado.

Fabrice Coffrini/AFP via Getty Images

Donald Trump foi ao Fórum Económico Mundial na cidade suíça de Davos falar do desempenho económico dos Estados Unidos e anunciar que pretende plantar um bilião de árvores.

No dia em que começa a ser julgado o seu processo de destituição (impeachment) no Senado, o presidente dos Estados Unidos optou deu destaque ao que considera ser o “‘boom’ económico” do seu país.

“Quando discursei neste fórum há dois anos disse-vos que tínhamos assistido ao maior regresso da América. Hoje posso dizer com orgulho que os Estados Unidos estão a meio de um ‘boom’ económico como o mundo nunca antes viu”, começou por dizer Donald Trump esta terça-feira, citado pela Reuters.

Trump apontou que este crescimento teve lugar “apesar” da Reserva Federal dos EUA (Fed) ter “elevado as taxas muito rapidamente e reduzido-as muito lentamente”.

O líder norte-americano realçou que o país recuperou de uma crise económica “ao nosso ritmo, descobrimos o nosso espírito e voltamos a acordar a nossa poderosa máquina de empreendimento”. Donald Trump fez questão de salientar que antes da sua chegada à Casa Branca, “os especialistas apontavam para um elevado nível de desemprego, e uma queda da economia dos Estados Unidos”.

O presidente chamou também a atenção para os recentes acordos comerciais que os Estados Unidos fizeram com a China e o México representam “um novo modelo de negociação para este século”.

“O tempo do ceticismo acabou”, referiu Donald Trump, agradecendo aos líderes empresariais por trazerem os seus investimentos e fábricas de volta aos Estados Unidos.

EUA juntam-se na plantação de um bilião de árvores. Greenpeace não fica impressionada

Durante o seu discurso, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos vão juntar-se à iniciativa que visa plantar um bilião de árvores no mundo.

No entanto, este anúncio do presidente norte-americano não deixou impressionada a Greenpeace. Jennifer Morgan, diretora executiva da Greenpeace, referiu ao jornal “The Guardian”, que esta iniciativa “não compensa um último ataque mais amplo à emergência climática”.

Jennifer Morgan respondeu diretamente a Donald Trump salientando que “assumir pode ter uma América grande, lucrativa e os americanos felizes sem entender o risco que as mudanças climáticas provocam para os americanos é surpreendente”.

Questionada sobre o que deveria então Donald Trump fazer, a diretora da Greenpeace, frisou que o líder norte americano “deveria implementar um plano climático abrangente, socialmente justo, que reduziria as emissões a zero até 2040 e deixaria os combustíveis fósseis no chão”.

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O processo de destituição de que o presidente norte-americano é alvo surgiu pelas acusações de abuso de poder durante a sua administração, por ter pressionado o homólogo da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, a abrir uma investigação ao filho do potencial candidato democrata à Casa Branca Joe Biden, Hunter Biden, e porque terá obstruído uma investigação do Congresso sobre a sua conduta enquanto governante.

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Tudo indica não só que Trump escapará sem ser demitido, como também que dificilmente será afetado pelas repercussões do processo quando chegarem as eleições de novembro.
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