Lotação esgotada em quatro instituições na 2ª fase. Estas são as 5.254 vagas sobrantes

UPorto, Universidade Nova de Lisboa, ISCTE e Politécnico do Porto esgotam vagas na 2ª fase do Concurso nacional de Acesso. Na Universidade de Lisboa e no Politécnico da capital quase não resta nada.

A Universidade do Porto, a Universidade Nova de Lisboa, o ISCTE -IUL e o Instituto Superior Politécnico do Porto fecharam a segunda fase do Concurso Nacional de acesso ao Ensino Superior no pleno. Quase o mesmo aconteceu no Instituto Politécnico de Lisboa, onde uma única vaga ficou por preencher, e na Universidade de Lisboa, onde apenas restaram 3 vagas no Instituto Superior de Agronomia e oito em Arquitetura. No final, ficaram por preencher 5254 vagas. Consulte aqui as vagas disponíveis.

O Politécnico do Cavado e do Vale do Ave, instituição com oferta em horário pós-laboral muito forte, pontifica igualmente no grupo das instituições que mais estudantes colocaram este ano, registando apenas duas vagas em Gestão Pública (reg à distância) e seis vagas em Informática Médica.

Na Universidade de Aveiro sobraram apenas 13 vagas, em dois cursos apenas: 2 em Geologia e 11 em Educação Básica.

Em cursos como Medicina e Direito não ficou uma única vaga por preencher. Nas Engenharias, o curso que regista menos procura é a especialidade de Civil.

Na segunda fase do Concurso Nacional de Acesso ao ensino superior público de 2018 foram colocados 9452 estudantes: 4796 nos politécnicos e 4656 nas universidades. Disponíveis estavam 12.457 vagas, às quais se juntaram 2.149 vagas libertadas por candidatos colocados e matriculados na primeira fase.

A maior parte das vagas não preenchidas foram em estabelecimentos do interior. Ainda assim a procura por instituições fora de Lisboa e Porto cresceu um ponto percentual. Estas instituições, para as quais reverteram os 5% de vagas cortadas nas duas principais zonas metropolitanas do país, aumentam, assim, o seu peso relativo no número de colocados, que representam agora 54% do total (de colocados), contra 53% (peso relativo) em 2017.

 

No conjunto das duas fases já realizadas ingressaram no ensino superior público, através do concurso nacional de acesso, 46 070 novos estudantes. Na primeira fase tinham sido colocados 43 992 estudantes, dos quais matricularam-se 38767 (88,1%).

O número dos colocados nesta 2.ª fase confirma as estimativas da Direção Geral do Ensino Superior de ingresso no ensino superior público, que apontam para cerca de 73 mil novos estudantes em 2018/19 no total de todas as vias de ingresso, dos quais cerca de 45.000 novos estudantes a ingressar por via do concurso nacional de acesso.

Os estudantes agora colocados podem realizar a matrícula e inscrição entre 27 e 1 de outubro junto da instituição de ensino superior onde foram admitidos.

Quando uma instituição de ensino superior decide abrir terceira fase do concurso, fixa ainda o número de vagas, em valor igual ou inferior às vagas sobrantes da segunda fase acrescidas das vagas não ocupadas pelos estudantes colocados nesta fase que não realizaram a matrícula e inscrição. As a concurso nesta última fase são divulgadas a 4 de outubro no site da  Direção-Geral do Ensino Superior.

Ler mais
Recomendadas

PremiumEducação é o parente pobre de um orçamento expansionista

Os ministérios ligados diretamente à economia são aqueles que apresentam dotações para 2019 com maior crescimento. Todos os gabinetes contam com mais dinheiro, mas a Educação não consegue sequer absorver a inflação.

PremiumPropinas baixam 212 euros. Medida custa ao país 50 milhões

Manuel Heitor deixa a sua impressão digital no Orçamento de Estado para 2019 ao avançar a medida que baixa as propinas cobradas no ensino superior, que se encontravam congeladas desde 2016. O tecto máximo das propinas, atualmente, nos 1.068 euros cai para 856 euros, no ano letivo 2019/2020, o que representa uma redução exata de 212 euros por ano.

Efacec apoia doutoramentos na Faculdade de Engenharia do Porto

A empresa de tecnologia e inovação integra o programa FEUP Prime como parceiro estratégico e reforça a sua ligação ao mundo académico.
Comentários