O grupo de luxo LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton, líder mundial em artigos de luxo, anunciou em comunicado que registou receitas de 80,8 mil milhões de euros em 2025, demonstrando resiliência e capacidade de inovação face a um ambiente geopolítico e económico complexo. Apesar de uma segunda metade do ano marcada por um recuo na Europa, o crescimento manteve-se nos Estados Unidos, impulsionado pela procura local, enquanto o Japão registou uma ligeira quebra face a 2024, ano que havia sido impulsionado pelo crescimento dos gastos com turismo devido à desvalorização significativa do iene O resto da Ásia apresentou uma recuperação notável, com crescimento no segundo semestre.
O lucro das operações recorrentes atingiu 17,8 mil milhões de euros, traduzindo uma margem operacional de 22%, impactada por flutuações cambiais. O lucro líquido atribuível ao grupo ascendeu a 10,9 mil milhões de euros, enquanto o fluxo de caixa aumentou 8%, para 11,3 mil milhões de euros. Bernard Arnault, presidente e CEO do LVMH, sublinhou em comunicado que o grupo demonstrou novamente a sua solidez e eficácia estratégica, apoiada por equipas altamente motivadas, e destacou a procura consistente dos clientes locais.
Bernard Arnault, Presidente e CEO da LVMH, comentou: “Mais uma vez em 2025, a LVMH demonstrou a sua solidez e estratégia eficaz, sustentada pelas suas equipas altamente comprometidas. O Grupo foi impulsionado pela lealdade e pela crescente procura dos clientes locais. Esse ímpeto foi novamente reforçado pelo forte desejo pelas nossas marcas, que incorporam paixão criativa e procura pela mais elevada qualidade, e pela nossa ambição de oferecer aos nossos clientes lojas extraordinárias e experiências culturais, como demonstrado pelo The Louis em Xangai, as nossas lojas da Maison Dior em diversas cidades ao redor do mundo e pelas nossas novas lojas da Tiffany & Co. em Milão e Tóquio”.
Entre os destaques do ano estiveram a presença na Expo Mundial em Osaka, que evidenciou o artesanato francês, e o início da parceria de dez anos com a Fórmula 1, abrindo novas oportunidades para o grupo. No setor do vinho e champanhe, as receitas mantiveram-se estáveis, enquanto a procura de conhaque enfraqueceu. O segmento de moda e artigos de couro registou forte procura local e manteve uma elevada margem operacional, enquanto perfumes e cosmética beneficiaram de inovações e de uma abordagem de retalho seletiva. Relógios e joias, incluindo as novas lojas da Tiffany, tiveram desempenho positivo, e a Sephora continuou a crescer, consolidando a sua liderança global no retalho de beleza.
No plano da sustentabilidade, o programa LIFE 360 registou progressos significativos, com 41% dos materiais usados provenientes de processos de reciclagem, um aumento de 8% face a 2024. A certificação de matérias-primas também evoluiu, com algodão certificado em 84%, lã em 76%, uvas dos vinhedos LVMH em 99,9% e diamantes em 99,9%. A redução de água utilizada nos locais de produção atingiu 19% face a 2019, com a meta de alcançar 30% até 2030. A regeneração de habitats de fauna e flora alcançou 4,3 milhões de hectares, aproximando-se da meta de 5 milhões prevista para 2030, e o grupo manteve o reconhecimento ambiental AAA atribuído pelo Carbon Disclosure Project.
No plano económico e social, o LVMH emprega mais de 211 mil pessoas em todo o mundo, incluindo mais de 40 mil em França, onde cada emprego direto gera 4,4 indiretos, mantendo-se como o maior empregador privado do país. O grupo conta com 117 unidades de produção e oficinas de artesanato e, desde 2014, formou mais de 3.800 aprendizes através do Institut des Métiers d’Excellence. Em 2025, o LVMH contribuiu com 5,5 mil milhões de euros em impostos sobre sociedades, metade em França, consolidando a sua posição como o maior contribuinte do país. Cerca de 69 mil colaboradores participaram em iniciativas solidárias, beneficiando mais de 2,5 milhões de pessoas através do apoio a quase mil organizações não governamentais e fundações.
O LVMH concluiu o ano de 2025 com resultados sólidos, mantendo a sua posição de liderança no setor do luxo e reforçando o compromisso com a sustentabilidade, a inovação e a responsabilidade social, ao mesmo tempo que se prepara para enfrentar os desafios e oportunidades de 2026. Quanto a dividendos, na Assembleia Geral de Acionistas de 23 de abril de 2026, “a LVMH proporá um dividendo de 13 euros por ação. Um dividendo provisório de €5,50 por ação foi pago em 4 de dezembro de 2025. O saldo de €7,50 por ação será pago em 30 de abril de 2026”, afirma em comunicado.
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