Lucro da Deutsche Post DHL cresce 15% para 525 milhões de euros no segundo trimestre de 2020

A receita da DHL ascendeu aos 15,96 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 3,1% face a igual período de 2019. Já o lucro operacional melhorou 18,6%, para 912 milhões de euros, entre abril e junho.

O resultado líquido do grupo Deutsche Post DHL cresceu 14,6%, para 525 milhões de euros, no segundo trimestre de 2020, revelou a operadora postal alemã esta quinta-feira, em comunicado. A empresa fez saber, assim, que conseguiu gerar “um maior crescimento no segundo trimestre de 2020, apesar do impacto da Covid-19”.

A empresa admitiu que os dados do primeiro trimestre foram afetados pela pandemia da Covid-19, uma vez que a doença se propagou mais intensamente nesse período na Europa e levou a interrupção de atividades. Contudo, o grupo DHL garantiu que os volumes de negócio foram recuperados, ainda que lentamente, ao longo do segundo trimestre.

A receita da DHL ascendeu aos 15,96 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 3,1% face a igual período de 2019. Já o lucro operacional melhorou 18,6%, para 912 milhões de euros, entre abril e junho.

“O crescimento orgânico da receita (ajustado para efeitos de portfólio e moeda) foi ainda maior, com 4.6%. Este valor foi maioritariamente impulsionado pelo forte crescimento do e-commerce. O grupo Deutsche Post DHL conseguiu aumentar o lucro operacional (EBIT) em 18.6% para 912 milhões no segundo trimestre. Ajustado para efeitos não-recorrentes no ano passado e este ano, o EBIT cresceu 229 milhões para 1,1 mil milhões. Com estes resultados, o grupo ultrapassou ligeiramente os números preliminares que lançou em julho”, detalhou a empresa.

O grupo fez saber que o amplo portefólio de serviços globais de logística compensou e contribuiu para “um forte desempenho” do grupo, sobretudo na geração de receita.

“Graças à presença geográfica extraordinariamente ampla e ao portefólio abrangente de soluções de logística do grupo – desde transporte expresso global, aéreo e marítimo de carga para armazenamento e soluções de e-commerce, até serviços de correio e encomendas na Alemanha –, a DHL está posicionada de forma mais robusta em relação a outras empresas para ultrapassar crises”, lê-se no comunicado.

O grupo germânico assegurou que o desempenho da empresa no segundo trimestre demonstrou a força do grupo: “todas as cinco divisões geraram um lucro operacional, apesar das condições desafiantes resultantes da pandemia”.

No mesmo comunicado, o grupo garantiu que o “forte desempenho” esteve alicerçado na capacidade da DHL em “ajustar as suas capacidades de forma ágil à situação de demanda alterada” e na “disponibilidade das suas próprias capacidades de voo”.

Embora, “no início do segundo trimestre, o desempenho do negócio no transporte expresso, aéreo e marítimo de carga para armazenamento” tenha sido “impactado pelas medidas de proteção contra a pandemia impostas na Europa e na América do Norte”, o grupo garantiu que, ainda no segundo trimestre, conseguiu começar a recuperar “os volumes com encomendas internacionais expresso com tempo definido”, permitindo “à divisão Express alcançar o nível do ano anterior na primeira metade do ano”.

Com estes resultados, o lucro base por ação do grupo DHL aumentou de 0,38 euros (em 2019), para 0,43 euros.

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