Os lucros da NOS caíram 9,6% para 245,9 milhões de euros em 2025, ano em que atingiu o maior número de clientes de sempre. Nas demonstrações financeiras consolidadas enviadas à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa explica o recuo no lucro com o “menor volume de resultados não recorrentes”.
Excluindo os efeitos não recorrentes que resultam da alienação de torres e ganhos não correntes com as taxas de atividade, lê-se no comunicado, o resultado líquido é de 241,5 milhões de euros (+29,3%).
Quanto às receitas consolidadas do exercício, a empresa de telecomunicações registou em 2025 o “valor mais elevado de sempre”: 1.823,2 milhões de euros. Isto apesar de o “segmento de Cinemas e Audiovisuais ter sido penalizado por menor número de sucessos de bilheteira”. Para as receitas contribuíram o crescimento nos segmentos de telecomunicações e TI e negócios adjacentes (1,6%), com o segmento do Cinema e Audiovisuais a pressionar no sentido contrário com uma quebra de 2,6%.
Em 2025, a NOS comprou a Claranet Portugal (por 152 milhões de euros), pelo que os resultados divulgados esta terça-feira refletem os efeitos dessa integração a partir de abril de 2025. Nesse enquadramento, a empresa alterou os segmentos de negócio para “Telecomunicações”, “TI” e “Audiovisuais e Cinemas”.
Passando ao EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado, a empresa reporta uma melhoria de 4,3% em termos homólogos, atingido 813,5 milhões de euros. Nas telecomunicações, o EBITDA cresceu 4,3% para 745,5 milhões de euros (+4,3%).
O Conselho de Administração irá propor à próxima Assembleia Geral o pagamento de dividendo ordinário de 35 cêntimos por ação, bem como um dividendo extraordinário de 10 cêntimos por ação, “considerando o FCF não recorrente gerado em 2025, e a estrutura de capital conservadora”.
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