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Lufthansa pode ganhar sinergias com a TAP com investimento em Portugal, admite Governo

Miranda Sarmento fez questão de separar o investimento da Lufthansa Technik em Portugal da privatização da TAP. No entanto, o governante coloca a possibilidade de que esta chegada dos alemães possa criar sinergias com a companhia portuguesa.
Miranda Sarmento
O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, durante a sua audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública sobre a cobrança de impostos relativos às barragens, na Assembleia da República, em Lisboa, 26 de junho de 2024. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
10 Dezembro 2024, 12h56

O investimento da Lufthansa Technik em Portugal, anunciado esta segunda-feira, não está de todo relacionado com a privatização da TAP, garantiu o ministro das Finanças em declarações aos jornalistas em Bruxelas.

A Lufthansa Technik anunciou esta segunda-feira a instalação de uma fábrica de reparação de peças de motores e componentes de aviões em Santa Maria da Feira, Aveiro, com 700 postos de trabalho e início da produção previsto para final de 2027.

“Um novo capítulo começa hoje para a Lufthansa Technik: pela primeira vez na história da empresa, estamos a construir e a abrir a nossa própria localização em Portugal”, avançou o administrador operacional, Harald Gloy, em comunicado.

“Do ponto de vista da negociação da TAP, obviamente que não. Não misturamos dossiers. Uma coisa é a atração de investimento direto estrangeiro, outra coisa é a venda de uma empresa que neste momento é detida a 100% pelo Estado”, destacou o governante.

Joaquim Miranda Sarmento garante que “os dois dossiers estão completamente separados” e que “a Lufthansa decidiu investir em Portugal porque entendeu que tinha para aquela a melhor localização para o nosso país”. No entanto, o ministro das Finanças colocou a possibilidade de “com essa fábrica, a Lufthansa ganha sinergias com a TAP. Mas isso só pode ser respondido pelos dirigentes da Lufthansa”.

Esta segunda-feira, Pedro Reis, ministro da Economia, também fez questão de diferenciar os dois negócios. Interrogado se esse investimento é uma etapa prévia à privatização da TAP, o ministro declarou: “Não vemos assim. Aliás, a privatização da TAP, mesmo no Governo, é acompanhada pelo Ministério das Finanças e pelo Ministério das Infraestruturas. São temas completamente diferentes”.

“Eu separei as águas desde o princípio, como vos disse, acho que é um voto de confiança que a Lufthansa faz no nosso país”, reforçou.

Questionado se o tema da privatização da TAP não esteve agora em cima da mesa, o ministrou respondeu: “Não. Aliás, foram reuniões separadas e é uma agenda diferente”.

“O que eu acredito é que este centro da Lufthansa pode trazer mais aviação e mais clientes da aeronáutica mundial – eles têm mais de 800 clientes nesta matéria –, justamente para passar a recorrer a este centro em Portugal”, contrapôs.

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