Macron faz regressar serviço militar obrigatório a França

O presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou esta sexta-feira que vai restabelecer o serviço militar obrigatório no país, tal como tinha anunciado na campanha eleitoral.

Lionel Bonaventure / Reuters

Sem dar detalhes sobre este projeto, num discurso perante militares na base naval de Toulon, no sudeste do país, Macron afirmou que o chamado “serviço nacional universal” terá um orçamento próprio e que a sua implementação ficará sobre a alçada de vários ministérios, avança o “El Mundo”.

O presidente francês assegurou que o financiamento desse serviço obrigatório não afetará o orçamento de Defesa, que considerou “inédito” em 2018, com um aumento de 1,8% face ao ano anterior, até 34,2 mil milhões de euros.

Ciente da necessidade de reforçar a Defesa francesa, Macron reiterou a sua vontade de aumentar o orçamento anual da Defesa em 1,7 mil milhões até 2022 e em 3 mil milhões no ano seguinte, para que em 2025 represente 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O presidente assegurou que as forças armadas serão modernizadas, em particular o sistema de dissuasão nuclear e os serviços de informação militar, e ao mesmo tempo preconizou uma maior cooperação com os demais países da União Europeia.

Neste sentido, Macron garantiu que o exército francês é “cada vez mais uma referência” no âmbito continental e considerou “imprescindível” a colaboração com a Alemanha e “essencial, apesar do ‘Brexit’, com o Reino Unido”, o outro país europeu que possui armas nucleares.

Recomendadas

Produção industrial alemã cai para mínimos de uma década

Produção nas fábricas da Alemanha recuou para 5,7% em outubro. Economia da Alemanha volta a dar sinais de fraqueza, depois de ter escapado a uma recessão técnica no terceiro trimestre.

Governo formaliza benefícios fiscais em troca de investimentos de 68 milhões

Estes benefícios fiscais foram concedidos a quatro empresas por apresentarem um “particular interesse para a economia nacional”.

Greta Thunberg já chegou a Madrid para participar em greve climática com 100 mil manifestantes

A ativista ambiental vai participar numa manifestação esta sexta-feira na capital espanhola, com 100 mil participantes a exigir medidas para combater as alterações climáticas.
Comentários