Madeira reforça vigilância com sistema de detecção remota de incêndios florestais

O protótipo deste sistema de detecção possui uma torre equipada com câmaras de controlo remoto, instalado nas serras do Funchal. A ideia passa ainda por instalar mais cinco câmaras de modo a cobrir cerca de 50% da área florestal da Madeira, disse o presidente do Governo Regional.

A Madeira instalou um sistema de detecção de incêndios florestais, no valor de 700 mil euros, com o intuito de complementar as funções do Serviço de Protecção Civil e do Instituto de Florestas, anunciou o executivo madeirense.

“O nosso sistema baseia-se na vigilância, temos torres de vigilância e patrulhamento móvel no âmbito do POCIF (Plano Operacional de Combate a Incêndio Florestais) e este é um projeto-piloto que vem complementar todo o trabalho de prevenção e deteção de incêndios que já é feito pela Proteção Civil e pelo Instituto das Florestas”, disse o presidente do Governo Regional.

Miguel Albuquerque fez estas declarações durante a apresentação do protótipo do novo sistema, uma torre equipada com câmaras de controlo remoto, instalada na zona do Paredão, nas serras do concelho do Funchal.

“A ideia é avançar com a colocação de mais cinco câmaras para cobrir cerca de 50% da área florestal da Madeira, nas zonas mais propícias à ignição de incêndios e com capacidade para abarcar áreas vastas”, explicou Miguel Albuquerque, vincando que se trata de um “sistema fiável”.

Os equipamentos permitem detetar fogos com cerca de dois metros quadrados a cinco quilómetros de distância, sendo que as câmaras têm também capacidade para fazer ‘zoom’ de áreas a dez quilómetros de distância.

Numa demonstração efetuada no local, o equipamento de georreferenciação detetou em apenas três minutos um pequeno fogo localizado a três quilómetros, já nas serras do concelho de Câmara de Lobos, a oeste do Funchal.

Miguel Albuquerque disse que o sistema deverá estar totalmente montado dentro de seis meses.

O projeto é liderado pela Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas, através do Laboratório Regional de Engenharia Civil, e conta com financiamento comunitário via POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos.

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