Maioria das empresas industriais precisa de mais tecnologia para melhorar estimativas de capacidade de produção

Estudo “Trends in Manufacturing Report”, elaborado pela tecnológica Salesforce, conclui que 95% dos inquiridos na América e Europa admite aplicar processos manuais nestas previsões.

A grande maioria (81%) das empresas americanas, asiáticas e europeias do sector industrial precisa de outras abordagens e novas ferramentas de previsão de capacidades de produção, concluiu o relatório “Trends in Manufacturing Report”, elaborado pela Salesforce e divulgado esta terça-feira.

As principais prioridades a médio prazo (24 meses) dos gestores industriais são o aumento da eficiência dos processos (88%), o planeamento da procura (88%), a transformação digital (86%) e a oferta de novos serviços (81%), de acordo com o estudo que contou com a participação de mais de 750 empresas da América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e Europa.

O inquérito da Salesforce – realizado entre 29 de agosto e 15 de setembro de 2020 – revelou ainda que quase todos esses executivos (95%) admitiram aplicar processos manuais nas previsões de capacidade de produção nas fábricas.

“À medida que a indústria recupera da pandemia, podemos observar duas realidades distintas, entre as empresas que estão preparados para o futuro da indústria, e aquelas que não estão a conseguir cumprir com as expectativas”, explica Manuel Aveleira, responsável pela indústria manufatureira na Salesforce Portugal.

Assim, a tecnológica norte-americana confirmou que as empresas do sector secundário tiveram de alterar estratégias e modelos de negócio por causa da pandemia e confrontaram-se com falhas no processo de produção, levando a repensar métodos e tecnologias para aumentar a competitividade. Logo, e porque é do seu interesse comercial, a multinacional de Customer Relationship Management (CRM) apela à mudança “das suas operações para a cloud”, ao impulso da automação e à criação de “experiências digitais para os seus clientes”.

“Aquelas que o conseguirem fazer serão as que vão estar mais bem posicionadas para o sucesso na próxima década”, garante Manuel Aveleira.

Aliás, esta primeira edição do “Trends in Manufacturing Report” conclui que a maioria das empresas industriais que se sentem preparadas para o futuro (86%) dizem que a servitização faz parte da sua estratégia, sendo que mais de metade (57%) já a têm implementada e 29% já a está a expandir.

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