Maioria de lisboetas e portuenses defende lei para novas plataformas de transporte

70% dos lisboetas e portuenses qualifica os serviços de transporte descaracterizado de passageiros por subscrição prévia como sendo um serviço diferente do serviço de táxi.

Uma sondagem encomendada pela Uber à Eurosondagem concluiu que 83% dos cidadãos lisboetas e portuenses inquiridos defende a aprovação da lei para aplicações de plataformas de transportes, como a Uber, a Cabify ou a Taxify, entre outras.
Segundo um comunicado da Uber, o estudo em causa teve por base 1.108 inquiridos, “uma amostra representativa dos habitantes de Lisboa e do Porto”, tendo os dados sido recolhidos entre 11 e 15 de janeiro, através de entrevistas telefónicas.
“No que diz respeito às propostas legislativas para regular aplicações como a Uber, a maioria da população destas cidades defende que estes serviços devem existir em Portugal e que devem ser regulados: 77% dos residentes nestas duas cidades concorda com a existência destes serviços no nosso país e 83% defende que o Parlamento os deve regular. Se considerarmos apenas a opinião dos utilizadores deste tipo de serviços, estas percentagens são ainda mais elevadas, subindo para 84% e 86% respetivamente”, avança o referido comunicado.
O mesmo documento acrescenta que “a larga maioria dos lisboetas e portuenses considera que o serviço prestado através de plataformas para a mobilidade é diferente do serviço de táxi: 70% dos lisboetas e portuenses qualifica os serviços de transporte descaracterizado de passageiros por subscrição prévia como sendo um serviço diferente do serviço de táxi”.
82% dos inquiridos que já usam os serviços da Uber responderam que estes serviços são melhores que os prestados pelos táxis.
Rui Bento, Diretor Geral da Uber para a Ibéria, salienta que “a maioria dos portugueses defende aplicações como a Uber e quer cada vez mais alternativas ao carro próprio”.
“Temos a expectativa que nas próximas semanas seja possível chegar a um acordo alargado no Parlamento que coloque Portugal na linha da frente da mobilidade, como este estudo demonstra que é a vontade da esmagadora maioria dos portugueses”, admite este responsável.

Segundo a ficha técnica desta sondagem, o erro máximo da amostra é de 3,07%, para um grau de probabilidade de 95,0%.

A legislação sobre as novas plataformas de transporte alternativas aos táxis continua a aguardar uma decisão legislativa da Assembleia da República há mais de dois anos.

Recomendadas

PremiumImparidades de 841,2 milhões de euros tiram 300 milhões ao lucro do BCP

O BCP teve lucros de 183 milhões de euros, menos 39,4% do que em 2019, graças às provisões de 841,2 milhões de euros no contexto Covid-19. Polónia e Fundos de Restruturação impactaram nas contas.

1.886 tripulantes da TAP votaram ‘sim’. Acordo de emergência fica aprovado no SNPVAC

A esmagadora maioria dos tripulantes da TAP representados pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil votou favoravelmente o “Acordo de Emergência”, virando a página num processo negocial que tem sido longo para os trabalhadores do Grupo TAP, mas que salvaguardou algumas regalias laborais.

TAP. Pilotos do SPAC aceitam “acordo de emergência”

Com uma participação massiva de 96,8% dos associados do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), foi votado o “Sim” ao “acordo de emergência” estabelecido com a administração da TAP, com uma maioria de 617 votos. O regime sucedâneo é afastado para os pilotos, que vêm o ordenado ser cortado em 50% acima do valor de garantia de 1.330 euros mensais.
Comentários