Maioria dos portugueses quer ser vacinado apesar de polémica com AstraZeneca

O estudo revela que 63% dos portugueses perdeu a confiança na AstraZeneca, mas ainda assim 55% admite estar disponível para o processo de inoculação.

A Decoproteste publicou um inquérito esta quinta-feira que demonstra que a maioria dos portugueses ainda quer ser vacinado apesar dos contratempos com a AstraZeneca.

De forma a apurar a confiança no processo de vacinação, a Deco realizou um inquérito online em Portugal, em Espanha, em Itália e na Bélgica junto da população entre os 18 e os 74 anos e obteve 4.005 respostas, 1.001 em Portugal.

Os resultados revelam que apenas 5% dos portugueses rejeitam completamente receber a vacina, enquanto que 10% está hesitante. Até mesmo entre os 55% que reportaram efeitos negativos em relação à vacina da AstraZeneca disseram estar disponíveis para avançar com o processo de inoculação sem pensa duas vezes.

Segundo a Decoproteste, “a confiança na vacina da AstraZeneca ficou abalada para 63% dos portugueses. Mas não foi a única a sofrer o embate. Entre os nossos conterrâneos, 41% também reportaram um impacto negativo sobre as restantes”.

Quanto ao que se sabe sobre as vacinas, 35% alegam bons ou muito bons conhecimentos sobre os efeitos secundários das vacinas contra a covid-19.  Os meandros do plano de vacinação estão ao alcance de 42%, e a eficácia das vacinas é do domínio de 48% inquiridos.

A AstraZeneca tem estado no centro das atenções desde que em meados de março, foram levantadas suspeitas sobre a segurança da vacina. Na altura, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) foi informada sobre 30 episódios tromboembólicos. Depois, vários países suspenderam a administração da vacina, entre estes Portugal que retomou as tomas a 22 de março.

Apesar de a EMA ter assegurado a segurança da vacina continua a avaliar para apurar se existe ligação entre a vacina da AstraZeneca e coágulos sanguíneos. Na terça-feira, uma fonte próxima da EMA garantia que tinha sido registada uma relação entre a vacina e tromboses. No entanto, horas depois a EMA recuou e explicou que ainda não tinha “chegado ainda a nenhuma conclusão e que a investigação ainda decorre”.

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