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Mais de 5 mil km de rede elétrica danificada em todo o país com tempestade Kristin

Em todo o país, existem mais de 800 postes de eletricidade para serem substituídos.
31 Janeiro 2026, 10h01

Um total de mais de 800 postes de eletricidade têm de ser substituídos após a passagem da tempestade Kristin.
Só a E-Redes, responsável pela rede de distribuição conta com um total de 750 postes de Alta e Média Tensão. Já a REN conta com 61 postes destruídos de Muito Alta Tensão (MAT).
Em termos de Média Tensão foram danificados 3.750 km de rede. Na Alta Tensão, foram 680 km danificados. Na Muito Alta Tensão, 774 km.
“Falaram-me em 750 postes de alta tensão que têm de ser substituídos. É uma coisa que, do ponto de vista logístico e humano, demora o seu tempo. Temos as equipas completamente mobilizadas”, disse o presidente-executivo da EDP, a dona da E-Redes, na sexta-feira.
A rede de distribuição nacional faz a ligação entre a rede de MAT, via subestações, e as casas e empresas através de postes de Alta Tensão e Média Tensão.
Na tarde de 29 de janeiro, existiam 266 mil pessoas ainda afetadas pela falta de energia, um número que inicialmente superava um milhão de pessoas.
“É difícil avaliar [prazo para retorno total da energia], pois há zonas que são de difícil acesso”, apontando que será uma questão de “dias”, segundo Miguel Stilwell d’Andrade.
“As equipas estão a trabalhar dia e noite. As pessoas vestem verdadeiramente a camisola neste momento. Estão a dar tudo por tudo para restabelecer o mais rápido possível”, acrescentou em declarações à margem do evento dos 75 anos da câmara de comércio luso-americana (AmCham).
No caso da REN, é preciso recuar até 2009 para encontrar uma tempestade que tenha deixado um rasto de destruição tão grande na rede nacional de transporte de eletricidade.

Mas o recorde de 2009 foi agora pulverizado. Há 17 anos caíram 25 postes de Muito Alta Tensão (MAT). Já na madrugada de 27 de janeiro, caíram 61 postes.

Desta forma, 7% da rede nacional de transporte de eletricidade ficou fora de operação, num total de 774 km.

A Redes Energéticas Nacionais (REN) destaca que várias das 10 linhas afetadas têm “importância crítica, nomeadamente na ligação das Zonas Norte e Sul do Sistema Elétrico Nacional (SEN)”, segundo o balanço feito na quinta-feira.

Por sua vez, a E-Redes disse na sexta-feira à tarde que os trabalhos de reparação estavam “concentrados na reposição da rede de alta e média tensão, na zona centro do país. Nesta altura, estão mobilizadas todas as equipas, com 1200 operacionais no terreno. Os efeitos mais agressivos desta depressão foram sentidos nos distritos de Leiria, Coimbra, Santarém, Castelo Branco e Portalegre”.

“A E-Redes tem cerca de 266 mil clientes por alimentar, estando os meios operacionais concentrados nos distritos de Leiria, Santarém, Portalegre, Coimbra e Castelo Branco, os mais impactados nesta altura, sendo que a grande maioria dos clientes por alimentar estão localizados no distrito de Leiria, cerca de 209 mil. Santarém e Portalegre com cerca de 17 mil cada, Coimbra com 12 mil e Castelo Branco com 10 mil”, anunciou.

Nestes distritos, existem 3.750 km de rede danificada. Só no distrito de Leiria, existem 680 km de rede de alta tensão danificada, com 600 postes partidos ou danificados.

Estão mobilizados todos os meios operacionais disponíveis, humanos e equipamentos, distribuídos pelas áreas mais afetadas. Para reforço e mitigação dos danos causados, a E-Redes mobilizou três centrais móveis e cerca de 250 geradores”, de acordo com o comunicado.

A companhia sublinhou que os “impactos causados pela Depressão Kristin não têm paralelo com qualquer outro regime perturbado sentido em Portugal continental, estão ainda mobilizados drones e helicópteros para o distrito de leiria, que vão permitir uma maior e mais exata visibilidade dos danos causados nas infraestruturas elétricas”.

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