Foram roubados mais de 700 cabos em mais de 300 postos de carros elétricos no espaço de seis meses.
A denúncia é feita pela UVE – Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos que revela a sua “profunda preocupação com a crescente ocorrência de furtos e atos de vandalismo sobre cabos de carregamento em Postos de Carregamento de Veículos Elétricos (PCVE), registados em várias regiões do país”.
Estes incidentes estão a criar “sérios constrangimentos para os utilizadores, comprometendo a confiança na rede pública de carregamento, causando prejuízos significativos aos OPC (Operadores de Pontos de Carregamento) e colocando em causa o esforço coletivo da transição energética e descarbonização da mobilidade”.
Em condições normais de funcionamento, os equipamentos operam mais de 12 mil horas por mês.
O impacto financeiro para os operadores atinge mais de um milhão de euros por mês “agravado ainda pelos custos de reposição e pelas dificuldades logísticas de restabelecimento do serviço, o que demonstra a gravidade do problema, e reforça a urgência de medidas eficazes de prevenção e resposta”.
A UVE alerta também que “esta situação representa um grave risco de redução do investimento no setor da mobilidade elétrica. A instabilidade e insegurança associadas ao vandalismo e furto de componentes críticos podem levar os operadores e investidores privados a adiar ou redimensionar projetos de expansão da rede, prejudicando o crescimento da infraestrutura e, consequentemente, o ritmo de adoção dos veículos elétricos em Portugal”.
A associação defende que “deve ser equacionado o enquadramento destes atos de sabotagem e furto como crimes contra infraestruturas críticas, com o consequente agravamento das molduras penais aplicáveis. Apenas desta forma será possível criar um efeito dissuasor robusto perante este fenómeno que, de forma reiterada, tem afetado o normal funcionamento da rede”.
Assim, a UVE defende que deve ser “estudado um programa urgente de apoio às infraestruturas de carregamento” com dois eixos:
“1. Medidas preventivas e de segurança adicional – apoio à implementação de soluções de reforço da proteção física e eletrónica dos equipamentos, como sistemas de monitorização, alarmes, sensores e revestimentos anti-corte, iluminação reforçada ou dispositivos de bloqueio dos cabos, entre outros, com vista a mitigar os efeitos dos furtos e atos de vandalismo.
2. Incentivo à rápida recuperação dos equipamentos afetados – criação de um mecanismo de compensação para os operadores que assegure a reparação e reposição do serviço em prazos reduzidos, premiando a eficiência e a capacidade de resposta, de modo a minimizar o impacto para os utilizadores e para a rede no seu conjunto.”
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