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Mais de metade dos trabalhadores portugueses acredita que a IA está a criar mais emprego

Já apenas 21% antecipa a perda de postos de trabalho, o que revela um otimismo quanto à adoção desta tecnologia. Contudo, a confiança no impacto da IA ainda é limitada, com o índice nacional de confiança a situar-se nos três em dez, um valor abaixo da média global, de 4,5.
22 Outubro 2025, 16h36

A inteligência artificial (IA) continua a representar alterações na forma como os trabalhadores olham para o seu trabalho e o seu futuro profissional. De acordo com o estudo ‘Global Workforce of the Future 2025’, da Adecco, 60% dos profissionais portugueses acreditam que esta tecnologia está a criar mais empregos, enquanto 69% apontam que as suas funções estão a evoluir.

Já apenas 21% antecipa a perda de postos de trabalho, o que revela um otimismo quanto à adoção desta tecnologia. Contudo, a confiança no impacto da IA ainda é limitada, com o índice nacional de confiança a situar-se nos três em dez, um valor abaixo da média global, de 4,5.

De acordo com o estudo, o propósito também entra nesta ambivalência entre o entusiasmo e a incerteza, com apenas 38% dos trabalhadores a afirmarem sentir um forte propósito no trabalho todos os dias.

Relativamente à produtividade, os trabalhadores acreditam que a tecnologia pode ajudá-los a poupar uma média de 80 minutos por dia, no entanto, essa perceção ainda não se traduz em ganhos mensuráveis, com apenas 36% a afirmarem conseguir medir o impacto real no seu trabalho.

Em Portugal, o futuro do mercado de trabalho passa pela convivência crescente entre humanos e sistemas inteligências. Nesta temática, 43% dos inquiridos esperam que as suas empresas integrem agentes de IA nos próximos 12 meses.

Alexandra Andrade, country manager da Adecco Portugal, afirma que “os dados mostram que os portugueses estão recetivos à IA, mas procuram respostas e direção. As empresas devem ser claras sobre o papel que a tecnologia desempenha na sua estratégia e investir em formação, garantindo que os colaboradores se sintam parte ativa da mudança. Só assim a IA se tornará uma ferramenta de progresso humano e organizacional”.


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