Manso Neto garante que “não foi a EDP que meteu” Manuel Pinho na Universidade de Columbia

Questionado pelo deputado bloquista Jorge Costa sobre quem é que convidou o ex-ministro Manuel Pinho para dar aulas na Universidade de Columbia, Nova Iorque, o presidente da EDP Renováveis disse que “foi indicado pela universidade” e não pela EDP.

João Manso Neto, presidente executivo da EDP Renováveis, garante que “não foi a EDP que meteu” o antigo ministro da Economia, Manuel Pinho, na Universidade de Columbia, Nova Iorque. Em causa está o facto de Pinho ter sido convidado para dar aulas na referida universidade, após ter saído do Governo, num seminário patrocinado pela EDP.

No decurso da audição a Manso Neto na comissão parlamentar de inquérito às rendas excessivas no setor elétrico, esta tarde, na Assembleia da República, o deputado Jorge Costa, do Bloco de Esquerda, questionou o gestor da EDP sobre quem é que convidou Pinho para dar aulas na Universidade de Columbia.

“Não foi a EDP que meteu o doutor Manuel Pinho” no seminário que a empresa patrocinou na Universidade de Columbia, respondeu Manso Neto. “O doutor Manuel Pinho foi indicado pela universidade”, garantiu.

Manso Neto estará assim a desmentir o conteúdo de um e-mail revelado pela revista “Visão” em dezembro de 2017. “António Mexia, presidente da EDP, recebeu um e-mail do reitor da Universidade de Columbia, nos EUA. Nesse e-mail, enviado a 
2 de dezembro de 2009, o reitor John Coatsworth informa Mexia de que, na sequência da reunião entre ambos a 20 de novembro, em Nova Iorque, se a EDP fizesse um primeiro pagamento de 300 mil dólares até ao fim do ano, a School of International and Public Affairs (SIPA) conseguiria, entre outras coisas, ‘pagar o salário de um professor convidado’ para dar aulas durante um semestre sobre ‘energia e ambiente’. E a pessoa ‘mais bem posicionada para ocupar essa posição’, acrescentava o reitor no e-mail, era ‘Manuel Pinho'”, informou então a revista.

Questionado também sobre porque é que a EDP não facultou à comissão parlamentar de inquérito os e-mails relativos ao protocolo com a Universidade de Columbia, Manso Neto disse desconhecer tal pedido.

Relacionadas

Manso Neto: “Fizemos propostas mas a última decisão foi do Governo”

“A interação da EDP com os governos é natural e inevitável porque a EDP é parte interessada nos dossiers”, disse Manso Neto que é arguido num processo que se baseia na influência da EDP no processo legislativo do Governo quando Manuel Pinho era ministro da Economia.

Prazo da comissão de inquérito às rendas excessivas prolongado mais dois meses

A comissão parlamentar de inquérito às rendas excessivas da energia já só termina em março do próximo ano, segundo o projecto de resolução da Assembleia da República que determinou a prorrogação do prazo do inquérito por mais 60 dias.

Manso Neto ouvido hoje na comissão de inquérito às rendas excessivas da energia

O presidente executivo da EDP Renováveis, João Manso Neto, é ouvido esta terça-feira na comissão parlamentar de inquérito às rendas excessivas da energia, depois de em várias audições ter sido referido o seu envolvimento na criação dos CMEC.

E-mails trocados entre EDP e Pinho precisam de “um maior escrutínio”, diz PSD sobre rendas excessivas

A EDP terá participado no planeamento do regime das rendas excessivas, elaborando o draft da legislação que foi a Conselho de Ministros. PSD vai apontar hoje baterias a líder da EDP Renováveis, envolvido na criação dos chamados CMEC. Emails trocados entre a eléctrica e o gabinete do então ministro Manuel Pinho voltam hoje a ser esmiuçados na comissão de inquérito.
Recomendadas

PS disponível para “construir solução” que responda a dúvidas do PR sobre inseminação pós-morte

O deputado socialista Pedro Delgado Alves considerou que Marcelo Rebelo de Sousa não manifestou reservas nem dúvidas jurídicas quanto “ao essencial do projeto”, mas sobre “dois aspetos particulares do regime”.
ana_catarina_mendes_ps

PS quer teletrabalho por apenas por “mútuo acordo” e em “condições iguais” no público e privado (com áudio)

Os socialistas querem consagrar na lei o direito a desligar e garantir um tratamento igual entre os trabalhadores em teletrabalho e os em regime presencial. A proposta prevê ainda que os empregadores paguem os custos inerentes ao teletrabalho (como luz, gás e telecomunicações) mas mediante “negociação coletiva”.

Marcelo devolve ao Parlamento decreto sobre inseminação pós-morte (com áudio)

O chefe de Estado pede aos deputados que reconsiderem as disposições relativas ao direito sucessório e questiona a sua aplicação retroativa da inseminação artificial com sémen de um conjugue já falecido ou a transferência de um embrião para realizar um projeto parental.
Comentários