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Mapfre com lucros a subirem 23% para 450 milhões dos quais 14 milhões gerados em Portugal

A Mapfre encerrou o último exercício com um desempenho histórico, impulsionado pela solidez da sua operação na Ibéria, onde o resultado líquido cresceu 23%, atingindo os 450 milhões de euros. Deste valor, Portugal contribuiu com 14 milhões de euros, enquanto Espanha somou 436 milhões.
12 Fevereiro 2026, 15h59

A espanhola Mapfre apresentou hoje os seus resultados anuais registando um aumento de 23% no resultado líquido, que atingiu os 450 milhões de euros. Deste montante, Portugal foi responsável por 14 milhões de euros, enquanto Espanha somou 436 milhões.

A unidade de negócio da Ibéria consolidou a sua posição como um dos principais motores do grupo, segundo a companhia.

O volume total de prémios na região ascendeu a 10.022 milhões de euros, um aumento de 10,2%, com o mercado português a alcançar os 400 milhões de euros. Este crescimento foi transversal, com o ramo Não Vida a subir 5,0% — impulsionado pelo setor de Empresas (+10,0%) e Seguros Gerais (+6,8%) — e o ramo Vida a disparar 23,5%, fruto do desempenho do segmento de Poupança, que avançou 26,6%. No total, o negócio de Vida contribuiu com 132 milhões de euros para o resultado global da região, beneficiando também de uma conjuntura favorável nas rentabilidades das carteiras de investimento.

No comunicado é dito que no segmento de Não Vida, a redução de 3,1 pontos percentuais no rácio deveu-se, em grande parte, à recuperação do ramo Automóvel. Graças a medidas técnicas rigorosas, este ramo viu o seu rácio melhorar significativamente para 98,5% (uma descida de 6,9 p.p.). Os Seguros Gerais e o ramo de Saúde e Acidentes mantiveram igualmente níveis de excelência, com rácios de 93,7% e 94,2%, respetivamente.

Um dos dados mais positivos foi a melhoria do rácio combinado, que se fixou nos 95,8%. Este indicador é fundamental no setor segurador para medir a rentabilidade técnica; quanto mais baixo, maior a eficiência.

Antonio Huertas, presidente da Mapfre, sublinhou o impacto global destes números, dizendo que “encaramos a reta final do nosso Plano Estratégico 2024-26 com resultados recorde e com uma melhoria notável da rentabilidade. Pela primeira vez, superámos os 1.000 milhões de euros de lucro líquido e aumentamos a retribuição aos nossos acionistas pela quinta vez consecutiva nos últimos três anos”.

“A nossa diversificação de negócio permite-nos encarar 2026 com otimismo e com a confiança de continuar a criar valor”, afirmou o CEO.

Além do sucesso comercial, as rentabilidades da carteira de investimentos deram um contributo decisivo para o resultado financeiro final, permitindo ao grupo reforçar a sua posição de liderança e a sustentabilidade do seu modelo de negócio no mercado ibérico.


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