Marcelo alerta para “caminho muito trabalhoso” no combate à pandemia

O Presidente da República referiu que a economia e a sociedade continuam a sofrer os efeitos provocados pela pandemia do coronavírus e que o desconfinamento deve seguir o seu curso de forma “gradual e sensata”.

Marcelo Rebelo de Sousa falou esta quarta-feira, 14 de abril, depois da 15ª renovação do estado de emergência que foi aprovado durante esta tarde na Assembleia da República. O Presidente da República chamou a atenção para o processo de recuperação da economia e da sociedade devido à pandemia da Covid-19.

“Quando a economia e a sociedade sofrem e continuam a sofrer, os portugueses encontram caminhos muito difíceis, mas notáveis de sobrevivência e adaptação de mudança de vida. Quando o desconfinamento cria a sensação de alívio definitivo, o caminho que se segue ainda vai ser muito trabalhoso”, sublinhou.

Marcelo Rebelo de Sousa salientou que este processo de recuperação vai exigir prudência por todo o território para evitar a subida dos números decisivos que são ao fim e ao cabo, os da pressão nas estruturas de saúde, agora estabilizados e que mais complicado que os números da economia é a situação das pessoas.

“É fundamental ter a noção do que ficou e fica nas suas cabeças e relação com os outros pesa muito. As solidões dramáticas dos mais idosos. As marcas na vida familiar, pessoal e profissional de todos. As orientações em milhares de estudantes a requererem tempo para digerirem tantos choques”, frisou.

O Presidente da República realçou que se a economia vai demorar a dar os passos da reconstrução, a sociedade irá demorar muito mais. “Se 2020 foi o ano da luta pela vida e saúde, 2021 terá de ser o ano do início da reconstrução social, sustentada e justa”, afirmou.

Por isso, Marcelo pediu aos portugueses mais um esforço para que o estado de emergência caminhe para o fim e que o desconfinamento possa prosseguir sempre com a segurança e os confinamentos locais se necessários e assim garantir um verão e outono diferentes.

A renovação estado de emergência até ao dia 30 de abril foi aprovado com os votos a favor do Partido Socialista (PS), Partido Social Democrata (PSD), CDS-PP, partido Pessoas Animais e Natureza (PAN) e deputada não inscrita Cristina Rodrigues.

Esta votação teve também as abstenções do Bloco de Esquerda (BE) e os votos contra da Iniciativa Liberal (IL), Chega, Partido Comunista Português (PCP), Partido Ecologista Os Verdes (PEV) e da deputada não inscrita Joacine Katar Moreira.

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