Marcelo: “Défice de 5,4% do PIB? Já sabíamos que ia ser um mau número”

“O resultado do final do ano vai depender muito do último trimestre. Já sabíamos que ia ser um mau número, apesar de tudo é menos mau do que aquilo estava previsto”, esclareceu o Presidente da República.

O Presidente da República comentou com algumas reservas o défice de 5,4% do PIB do primeiro semestre, realçando que já se sabia que aí vinham más notícias mas que, mesmo assim, os números podem não ser tão maus quanto se previa.

“O resultado do final do ano vai depender muito do último trimestre. Já sabíamos que ia ser um mau número, apesar de tudo é menos mau do que aquilo estava previsto”, esclareceu Marcelo.

A pandemia levou Portugal a um défice de 5,4% do PIB no primeiro semestre, revelou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). O resultado global do primeiro semestre é sobretudo impactado pela evolução dos últimos três meses. No primeiro trimestre, o défice tinha atingido os 1,1% do PIB, mas no segundo trimestre disparou para 10,5% do PIB, que compara com o défice de 2,2% no trimestre homólogo.

“Considerando o conjunto do primeiro semestre de 2020, o saldo das AP fixou-se -5,4% do PIB em 2020, o que compara com -1,2% em igual período de 2019”, refere o INE no relatório.

A poucas semanas de entregar o Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), no qual poderia atualizar o cenário macroeconómico deste ano, o Governo mantém oficialmente a projeção do défice de 7% este ano. No reporte dos Procedimento por Défices por Excessivo, enviado a Bruxelas, esta quarta-feira, o ministério das Finanças atualizou a estimativa do saldo orçamental para um défice de 13.972,2 milhões de euros este ano, face ao excedente de 515 milhões de euros, inscritos na primeira notificação em março.

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O défice orçamental em contabilidade nacional, a que conta para Bruxelas, atingiu os 5,4% do PIB nos primeiros seis meses do ano. Segundo trimestre do ano foi especialmente penalizador com o défice a disparar para 10,5% do PIB. Entre abril e junho, a despesa com subsídios pagos disparou 470,2% face ao período homólogo.
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