Marcelo garante que portugueses estão “no mesmo barco” apesar de país estar a desconfinar a três velocidades

O Chefe de Estado sublinhou que, se o desconfinamento correr bem para uns, “corre para todos”, apesar de haver três níveis diferentes de desconfinamento no país, e que ter uma “mudança clara” relativamente à Covid-19 no verão e outono está dependente de “cada um” dos portugueses.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu esta segunda-feira que, apesar de o desconfinamento estar a avançar a três níveis diferentes, todos os portugueses estão “no mesmo barco”. O Chefe de Estado sublinhou que, se o desconfinamento correr bem para uns, “corre para todos”, e que ter uma “mudança clara” relativamente à Covid-19 no verão e outono está dependente de “cada um” dos portugueses.

“Estamos a viver isto em conjunto, estamos metidos no mesmo barco. Se correr bem para uns, corre para os outros, mesmo quando há diferenças entre concelhos. (…) Todos desejamos chegar a bom porto, o que significa poder oferecer um verão e um outono que corresponda a uma mudança clara relativamente à pandemia, que já vivemos há mais de um ano”, defendeu, à margem de uma visita a uma escola secundária em Lisboa.

Esta segunda-feira, a generalidadade do país avança para a terceira fase do desconfinamento, com a reabertura de lojas, cafés, restaurantes e centros comerciais, mas há dez concelhos que ficam para trás. Moura, Odemira, Portimão e Rio Maior recuam para a primeira fase do desconfinamento e outros seis concelhos (Alandroal, Albufeira, Carregal do Sal, Figueira da Foz, Marinha Grande e Penela) mantêm as medidas da segunda fase.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, “cada português e cada portuguesa, naquilo que faz, na forma como vive este período de confinamento, pode ajudar muito ou ajudar pouco a acelerar este processo”, para se conseguir que “cada mês seja melhor do que o anterior”. “É o que queremos construir e isso passa pelo contributo de todos”, frisou, acrescentando que é preciso ir dando “os passos possíveis de fazer, a pensar no futuro”.

O Presidente da República faz, no entanto, um balanço “positivo” do desconfinamento. No entanto, sublinhou, que “é muito importante a aceleração do processo” de vacinação e espera que “até ao verão ter uma percentagem muito significativa da população portuguesa vacinada”. “Aí o panorama é completamente diferente” e “oferece perspetivas de não ter nada a ver com o que se passou há um ano”, salientou.

Questionado sobre a possibilidade de vir a ser renovado o estado de emergência (Marcelo Rebelo de Sousa e os partidos expressaram a vontade de que o estado de emergência em vigor seja o último), referiu que as decisões “são tomadas em cima dos factos” e não mediante vontades. E explicou: “Temos de ir avaliando cada passo, para ter a distância suficiente da exata dimensão do que correu melhor, ou menos bem”.

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