[weglot_switcher]

Marcelo pressiona e fará “juízo” sobre crise nas urgências depois do verão

Presidente da República criou “expetativas muito altas” sobre a resolução dos problemas do Serviço Nacional de Saúde e irá “formular um juízo” sobre o tema em setembro.
8 Agosto 2025, 10h28

Há exatamente um ano, perante as promessas da ministra da Saúde que pedia tempo para melhorar o que o Governo dizia ser um Serviço Nacional de Saúde “absolutamente caótico”, o Presidente da República dizia ter criado “expetativas muito altas” sobre a resolução dos problemas numa área que é “crucial”. Um ano depois, o chefe de Estado ainda não faz comentários, mas avisa, numa declaração feita ao Público, que vai “esperar pelo fim do verão para, eventualmente, formular juízo sobre a matéria”.

O jornal recorda as palavras de Marcelo, numa visita ao serviço de oncologia e a à nova maternidade do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Depois de Ana Paula Martins garantir estar a ter resultados dando como exemplos a recuperação de cirurgias de oncologia e a Linha SNS Grávida, e de a ministra ter pedido tempo “para fazer o resto”, o Presidente da República afirmou: “Criei expetativas muito altas.

Perante a gravidade dos problemas, ao falar-se de um plano de emergência, cada um de nós deseja que a resposta seja o mais rápido possível.” E se a ministra esperava que em 2025 não se vivesse o que se viveu no ano anterior, Marcelo também. “A senhora ministra espera, eu espero”, sublinhara o chefe de Estado.

Um ano depois, a realidade mostra que o problema nas urgências persiste, estando esta sexta-feira, por exemplo, seis urgências fechadas no país, sobretudo de ginecologia e obstetrícia. Há um mês, em entrevista à SIC Notícias, a ministra da Saúde assinalou que ter vários serviços de urgência encerrados não pode ser a norma. “Não pode ser normalizado”, disse, preferindo, porém, destacar as “165 urgências abertas”. “Isto é uma rede inteira, não é irrelevante”, frisou. “É verdade que, do ano passado para este ano, melhorámos significativamente esta resposta”, sustentava.

Nessa mesma entrevista, Ana Paula Martins garantiu que a urgência de obstetrícia do Garcia de Orta, em Almada, iria funcionar em pleno a partir de setembro, uma possibilidade garantida através de uma equipa médica que estava no setor privado. Afirmou também que a ideia de ter urgências regionais é para avançar.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.