Marcelo Rebelo de Sousa defende transição digital com “metas ambiciosas” e inclusiva (com áudio)

“Está nas vossa mãos”, vincou o Chefe de Estado na abertura do Congresso das Comunicações da APDC. Para o Presidente da República, o futuro é digital, e sendo digital as comunicações tem um papel a cumprir para fazer “a diferença”. “Que não haja um dualismo na sociedade portuguesa”, disse.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deu o pontapé de saída da 30.ª edição do Digital Business Congress da APDC, vulgo Congresso das Comunicações, apelando esta quarta-feira à inovação tecnológica com objetivos e “metas ambiciosas”, a “pensar também nos mais excluídos”.

Numa altura em que o sector das comunicações vive uma fase de mudança, com o Governo a procurar a transição digital e o sector a caminhar para uma nova vaga tecnológica, o 5G, o Chefe de Estado pediu, por isso, ao sector das comunicações uma transição digital inclusiva, que evite um “dualismo na sociedade portuguesa”.

“O vosso papel pioneiro é indiscutível: viram primeiro, avançaram antes. Agora não é apenas consolidar o passado, não é recuperar aquilo que se suspendeu ou se perdeu parcialmente. Não, é reconstruir uma realidade diversa para um mundo diverso, para uma Europa diversa e para um Portugal diverso”, afirmou.

“Está nas vossa mãos”, vincou Marcelo Rebelo de Sousa. Para o Presidente da República o futuro é digital, e sendo digital as comunicações tem um papel a cumprir para fazer “a diferença”. Por isso o futuro tem a “mudança como a grande constante”, realçou.

“A mudança científica e tecnológica. Mas também económica, financeira, social-comportamental e cultural”, sublinhou. Marcelo Rebelo de Sousa apelou, por isso, a um sector das comunicações com “ambição”, que antecipe o futuro e antecipe mudança comportamentais, participando num “combate cultural”, que passa “por toda a sociedade”.

Nesse sentido, o Presidente da República pretende que a inovação tecnológica, rumo à transição digital necessária, pense “nos mais novos, mas também pensar nos excluídos (mais idosos, menos jovens, nos que têm filhos, nos que têm dificuldades em acompanhar este passo), para que não haja um dualismo agravado na sociedade portuguesa”.

O Chefe de Estado disse que esta “aposta determinada” é “muito importante para o país”, sendo necessário evitar que a mudança seja acompanhado apenas por uma minoria e que “uma maioria crescente, que aumenta no tempo,” não faça a aludida transição. “Essa deve ser a vossa preocupação [a inclusão]”.

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