Marcelo: Votar nas eleições autárquicas de domingo é “mais importante do que nunca”

Na sua mensagem ao país, o Presidente da República também homenageou o “sentido de sacrifício dos autarcas de todas as sensibilidades – no poder ou na oposição – ao longo do último ano e meio” pelo seu papel no combate à pandemia e auxílio às populações.

Marcelo Rebelo de Sousa apelou aos portugueses para irem votar nas eleições autárquicas que se vão realizar em todo o país no domingo, 26 de setembro.

“Para os eleitores, vai o meu veemente apelo. Um apelo como Presidente da República, mas também como português. Votar amanhã é mais importante do que nunca. É um redobrado dever de consciência. Por memória deste ano e meio que não esqueceremos. Por vontade de sair da crise definitivamente e de recomeçar a viver a vida a que todos temos direito”, disse o Presidente num discurso divulgado pelo Palácio de Belém este sábado, 25 de setembro.

Marcelo destacou que estas são as décimas terceiras eleições locais da democracia portuguesa, mas que são as “primeiras marcadas por três crises ao mesmo tempo – a da pandemia, a da economia e a da sociedade”.

“Até ao início de maio, vivíamos em estado de emergência. Em junho, em estado de calamidade. As restrições permaneciam quando as eleições foram convocadas, em julho, e as candidaturas apresentadas, em agosto. E muitas dessas restrições duraram até à própria campanha eleitoral, em setembro. À medida que a notável aventura coletiva da vacinação ia ganhando o combate contra a pandemia – mérito do pessoal da saúde, de instituições e serviços básicos, de autarcas, das Forças Armadas e da maioria esmagadora dos portugueses”, acrescentou.

“Tudo isto, numas eleições que envolveram não dezenas ou centenas de portugueses, mas centenas de milhares de candidatos para três mil e noventa e duas Assembleias de Freguesia, trezentas e oito Assembleias Municipais e mais trezentas e oito Câmaras Municipais”, afirmou o Presidente da República.

O chefe de Estado reconheceu a “coragem cívica de todas e de todos que se empenharam em longas e difíceis campanhas” e fez uma comparação com a sua candidatura pelo PSD à autarquia de Lisboa em 1989. “Só quem foi candidato a autarca em tempos muito, muito mais simples – eu sei do que falo – pode entender bem o que é fazer campanha numa situação como esta”.

O Presidente da República deixou assim uma homenagem a quem esteve do lado das populações durante o combate à pandemia da Covid-19. “Para o sentido de sacrifício dos autarcas de todas as sensibilidades – no poder ou na oposição – ao longo do último ano e meio, vai a nossa profunda gratidão. Em especial, para aqueles que nos deixaram ao serviço das populações.”

“Foram excecionais a acorrer a casos dramáticos, tantas vezes sem meios, sem tempo, para tamanhas urgências. Em casas, em lares, em escolas, em locais de trabalho e em unidades de saúde. Descobriram material de proteção sanitária, testes, ventiladores, improvisaram espaços de isolamento profilático, serenaram emigrantes, ajudaram infetados, apoiaram desempregados e insolventes, choraram mortos e deram força a vivos. É isto ser-se autarca. E, ser-se autarca, numa crise, na saúde, na economia e na sociedade”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

“Para quem vier a ser eleito, tendo a missão essencial de recuperar da mais inesperada e abrupta crise do último século, vai a nossa exigente esperança”, concluiu o Presidente.

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