Marco Almeida afasta candidatura a Sintra e aconselha seriedade a Rui Rio

Preterido pela liderança do PSD, que optou pelo deputado Ricardo Baptista Leite para tentar conquistar a Câmara de Sintra ao PS, Marco Almeida diz que será “um espectador atento” na expectativa das consequências que serão retiradas pelos envolvidos dos resultados eleitorais no concelho e no resto de Portugal.

Marco Almeida

O vereador sintrense Marco Almeida, que encabeçou em 2017 uma coligação entre PSD, CDS, PPM e MPT, comunicou nesta segunda-feira que não irá protagonizar uma candidatura independente à Câmara de Sintra nas próximas autárquicas, nem integrar listas de outros partidos, interrompendo no final do seu atual mandato 28 anos de vida autárquica.

A hipótese de avançar à frente de um movimento de cidadãos, à medida do que fez em 2013, quando ficou muito perto de impedir a primeira vitória de Basílio Horta, chegou a ser admitida pelo próprio vereador quando o PSD anunciou a escolha do deputado Ricardo Baptista Leite para tentar conquistar ao PS a presidência do segundo concelho mais populoso de Portugal.

Na hora de anunciar a decisão de se afastar, num texto publicado no site Sintrenses com Marco Almeida, o vereador que se define como “social-democrata muito para lá daquilo que o PSD representa em cada um dos momentos da sua história e dos seus líderes”, não poupou críticas ao líder social-democrata, Rui Rio, deixando-lhe um conselho: “Também na política não basta apregoar seriedade nas opções; acima de tudo é necessário praticá-la. E ele sabe, a par da coordenação autárquica nacional, que há uma parte do processo que ficou por cumprir!”

Marco Almeida realça que nunca escondeu que via como natural o apoio do PSD à sua candidatura nas autárquicas deste ano, mas a partir do momento em que a atual liderança social-democrata optou por Ricardo Baptista Leite decidiu remeter-se à posição de “espectador atento, indisponível para participar nas listas do PSD, mesmo na liderança da lista à Assembleia Municipal”.

E acrescenta que, apesar de se excluir das próximas eleições autárquicas, “não permitindo ser o bode expiatório para aqueles que tiveram a responsabilidade de escolher”, também não lhe “levarão a mal que fique na expectativa de ver o que acontecerá na noite eleitoral, no país e em Sintra, e que consequências cada um dos diferentes atores retirará dos resultados”.

Envolvido no poder local sintrense desde 1993, após uma passagem pela Junta de Freguesia de Agualva-Cacém Marco Almeida foi vice-presidente da Câmara de Sintra entre 2001 e 2013. Quando o deputado social-democrata Pedro Pinto foi apontado como candidato à sucessão de Fernando Seara, optou por lançar uma candidatura independente que lhe valeu a eleição de quatro vereadores, tantos quanto os obtidos pelo candidato socialista (e ex-dirigente centrista) Basílio Horta, que desde então lidera o executivo camarário sintrense.

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