Boris Vujcic, da Croácia, está nomeado para se tornar o próximo vice-presidente do BCE. A decisão já foi tomada. Mário Centeno era um dos quatro candidatos cujas candidatura foram retiradas no processo de votação para a escolha do sucessor de Luis de Guindos na reunião do Eurogrupo desta segunda-feira. Decorreu em Bruxelas uma reunião dos ministros das Finanças do Eurogrupo em que, à entrada, Joaquim Miranda Sarmento disse que seria “muito difícil” Mário Centeno ganhar.
Vujcic vai enfrentar uma audição no Parlamento Europeu e o Conselho de Governadores do BCE também será consultado, cabendo aos líderes da União Europeia a palavra final sobre a nomeação.
A decisão representa um marco para a Europa de Leste, que nunca ocupou um lugar no Conselho do BCE, com Vujcic a suceder a Luis de Guindos após a sua saída no final de maio.
O cargo esteve a ser disputado entre Olli Rehn da Finlândia e Boris Vujcic, da Croácia. Depois de terem saído da corrida o letão Martins Kazaks, que, tal como Mário Centeno, tinha sido indicado pelo Parlamento Europeu para o lugar. Os candidatos da Estónia; Madis Muller, e da Lituânia, Rimantas Sadzius, também saíram.
Mas o presidente do banco central da Croácia, Boris Vujcic, conquistou a nomeação dos ministros das Finanças da zona euro para se tornar o próximo vice-presidente do Banco Central Europeu, segundo a Bloomberg.
Os ministros das Finanças da zona euro foram chamados a reunir para a escolha do próximo vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), numa decisão que definirá o caminho para a sucessão de Christine Lagarde no cargo máximo.
A reunião do chamado Eurogrupo foi convocada em Bruxelas esta segunda-feira, num encontro ensombrado pelas ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de impor tarifas por causa da Gronelândia.
O ministro das Finanças grego, Kyriakos Pierrakakis, que presidiu a sua primeira reunião de homólogos como recém-eleito presidente do Eurogrupo, disse que “recebemos seis excelentes candidaturas”, aos jornalistas. “Este é um nível de interesse sem precedentes. Mas acredito que temos a maturidade institucional para dar passos concretos a partir de hoje, de forma a convergirmos para um único candidato”, disse.
Os seis concorrentes ao cargo abrangiam todo o espectro, desde o mais moderado — Mario Centeno, de Portugal — ao mais centrista — Olli Rehn, da Finlândia — até ao mais conservador — Boris Vujcic, da Croácia, Madis Muller, da Estónia, e Martins Kazaks, da Letónia.
Estes cinco são ou foram presidentes de bancos centrais, enquanto pouco se sabe sobre as tendências de política monetária do concorrente que foi ministro das Finanças da Lituânia, Rimantas Sadzius.
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