[weglot_switcher]

Marques Mendes não revela origem de 709 mil euros e alega “sigilo profissional”

Apesar de já não estar inscrito na Ordem de Advogados desde outubro, Marques Mendes alega “sigilo profissional” enquanto advogado para não revelar a origem dos 709 mil euros líquidos que recebeu nos últimos dois anos enquanto consultor externo da sociedade Abreu Advogados.
O candidato à Presidência da República, Marques Mendes, fez uma declaração sobre a atual situação politica nacional, em Oeiras, 06 de março de 2024. (ACOMPANHA TEXTO DA LUSA) TIAGO PETINGA/LUSA
18 Dezembro 2025, 10h59

O candidato presidencial Luís Marques Mendes remete para a questão do “sigilo profissional” enquanto advogado o motivo pelo qual não irá revelar a origem do valor de 709 mil euros que recebeu entre 2023 e 2024 como membro do Conselho Consultivo da Abreu Advogados.

O “Correio da Manhã” destaca ainda, na edição desta quinta-feira, que Luís Marques Mendes já não está inscrito na Ordem de Advogados desde outubro.

Por outro lado, o candidato presidencial reiterou esta quarta-feira a sua disponibilidade para revelar os clientes da sua empresa familiar, se estes lhe derem autorização, e pediu aos seus apoiantes para “não entrarem em triunfalismos” com sondagens favoráveis.

“Eu disse ao Observador que divulgaria os clientes da minha sociedade pessoal e fá-lo-ei desde que seja cumprida a autorização dos próprios nos termos da lei de proteção de dados”, afirmou Luís Marques Mendes em declarações aos jornalistas na entrega de assinaturas no Tribunal Constitucional (TC), momento que formaliza a sua candidatura à Presidência da República.

Luís Marques Mendes deixou esta garantia depois de a revista Sábado ter noticiado que o candidato presidencial recusa esclarecer como ganhou 709 mil euros líquidos nos últimos dois anos enquanto consultor externo da sociedade Abreu Advogados.

Nas suas declarações aos jornalistas, Marques Mendes só manifestou disponibilidade para revelar os clientes da sua empresa familiar – que tinha funções de consultoria e foi extinguida em novembro –, não se referindo aos clientes que representou na sociedade de advogados.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.