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Marques Mendes: “portugueses querem paz política”

O candidato à presidência defende que novo Governo tem de ter “espírito reformador” e apostar “forte nas políticas sociais”. E avisou Chega e PS para não bloquearem programa do Governo, pois os portugueses querem “paz política”.
Luís Marques Mendes, candidato às eleições presidenciais de 2026.
19 Maio 2025, 16h21

Luís Marques Mendes defendeu hoje que os principais partidos de oposição devem viabilizar o programa de Governo, não chumbando o documento quando for votado no Parlamento.

“Os portugueses querem estabilidade, tranquilidade e paz política”, disse hoje o comentador em reação ao resultado das eleições.

“Não precisam de apoiar o Governo, precisam apenas de não-inviabilizar o início de governação, de não bloquear. É isto que os portugueses querem e seria incompreensível qualquer bloqueio”, defendeu.

O ex-líder do PSD deixou dois conselhos ao novo Governo: “Seria bom para o país que o próximo Governo tivesse um espírito reformador e transformador do país; por outro lado, uma aposta muito forte nas políticas sociais. Quero recordar que os milhares de portugueses que ontem votaram no partido mais à direita do espetro político não são perigosos radicais. São portugueses como nós, que merecem o mesmo respeito, só que estão zangados e insatisfeitos com o estado da democracia. A governação tem de saber dar resposta às legítimas preocupações destes portugueses”.

“O Governo melhorou as suas condições de governação”, mas sem maioria absoluta, o papel do próximo Presidente da República,  “é importante, para fazer pontes de entendimento para cumprir legislatura”.

“O PR tem de ser um mediador para tentar entendimentos em 3 áreas: evitar moções de censura, evitar moções de confiança e levar partidos a negociarem orçamentos. Quero ser como Presidente da República um pacificador e estabilizador da situação: ajudar a fazer a paz e nunca alimentar a guerra”, segundo o primeiro candidato à Presidendência, a que juntou-se mais recentemente Henrique Gouveia e Melo.


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