Matos Fernandes diz que metas para 2030 da neutralidade carbónica são “ambiciosas, mas alcançáveis”

Ministro do Ambiente referiu que em 2019 Portugal reduziu em mais do dobro as emissões de gases de efeito estufa, quando comparado com a União Europeia.

Matos Fernandes mostra-se esperançado em atingir as metas para a neutralidade carbónica em Portugal até 2050, mas traça desde já metas até 2030 que define como “ambiciosas, mas alcançáveis”, estando alinhadas “com o mais recente conhecimento científico, espelhando a urgência de acelerar a descarbonização da economia já nesta década”, referiu o ministro do Ambiente que participou esta segunda-feira, 29 de março, num webinar dedicado à indústria cimenteira portuguesa.

“Atingir a neutralidade carbónica em Portugal exige reduções de emissões de cerca de 85% até 2050 e já reduzimos até ao final de 2019 essas emissões em 26%, ainda sem contabilizar o efeito do fim da produção da eletricidade a partir do carvão, que termina em Portugal já este ano, fruto da aposta na energia renovável em bom rigor com a maior central em carvão já encerrada”, afirmou.

Matos Fernandes salientou que em 2019 Portugal reduziu em mais do dobro as emissões de gases de efeito estufa, quando comparado com a União Europeia, com o país a conseguir demonstrar que é possível separar as emissões e o crescimento económico com sucesso.

“A aposta na descarbonização é também uma aposta na inovação, nas novas tecnologias e de produzir e consumir. Este é um desafio muito significativo e que terá de levar a grandes mudanças na forma como consumimos e produzimos. Enganam-se aqueles que pensam que podemos ser neutros em carbono apenas a pensar em energia”, frisou.

Como tal, o ministro considera que atingir a neutralidade carbónica é um desafio para todos os sectores e em particular para a indústria. “Perante um panorama em que temos de acelerar a descarbonização da economia, é fundamental assegurar o abandono dos combustíveis fósseis e para esse efeito é preciso acabar já com a sua subsidiação”, sublinhou.

Matos Fernandes destacou ainda que o Governo tem vindo progressivamente a eliminar os incentivos perversos, acrescentando que o Plano Nacional de Resolução e Resiliência (PRR) prevê que 37% do financiamento seja alocado à transição climática e 20% à digital.

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