Maxyield: PSI-20 cai menos em abril que o vizinho IBEX

Já relativamente às sociedades emitentes, apenas a Jerónimo Martins, a EDP Renováveis e a Novabase apresentam em 2020 crescimento anual das suas cotações.

O Maxyield, Clube dos Pequenos Acionistas, analisou o comportamento do PSI-20 em Abril e das sociedades cotadas.

De entre as conclusões da análise consta o facto de o índice PSI-20 apresentar no final de abril de 2020 o valor de 4.284,2 o qual corresponde a uma variação de  -17,8% relativamente a 31 de dezembro de 2019. O que compara com o mercado espanhol medido pelo IBEX 35, que por sua vez,  apresenta no fim do 1º quadrimestre de 2020 uma diminuição acumulada   de  -27,5%, com todas as cotadas sujeitas a variações anuais negativas.

No que toca a Portugal, no mês de abril o PSI 20 registou uma subida de 4,6% recuperando parcialmente da forte quebra ocorrida nos meses de fevereiro (-9%) e março (-14%) devido ao efeito associado ao surto de coronavírus.

Já relativamente às sociedades emitentes, apenas a Jerónimo Martins, a EDP Renováveis e a Novabase apresentam em 2020 crescimento anual das suas cotações.

Por sua vez, no mês de março, verificou-se que sete sociedades cotadas apresentaram variações superiores a 10% nas suas cotações. São elas a Altri, a Corticeira Amorim, a Navigator, a NOS, a Semapa, a Sonae Capital e a Sonae, SGPS.

O mercado nacional entrou em bear market (diminuição superior a 20% relativamente ao último máximo), sofrendo um crash bastante violento, com uma queda de -33,8% entre o máximo 19 de fevereiro e a cotação de fecho em 19 de março.

A Maxiyield diz ainda que o PSI-20 regressou em 19 de março ao nível de 1993 (27 anos) o que revela a intensidade e violência da queda das cotações. A partir desta data, assistiu-se a uma ligeira recuperação que se reflete na evolução verificada no mês de abril.

O comportamento bolsista em Portugal é semelhante à evolução dos mercados internacionais. O índice americano S&P 500 passou de 3.230,8 em 31 de dezembro / 2019 para 2939,5 em 30 de abril / 2020 que representa uma queda de 9%, sendo que no mesmo período o índice europeu STOXX600 sofreu uma diminuição de -16,5 %.

Destaque ainda para o facto de a capitalização bolsista em 31 de dezembro ter atingido o valor de 61.920 milhões de euros, tendo passado para 54.320 milhões em 30 de abril de 2020. Para esta redução no valor de 7.600 milhões contribuíram significativamente as quebras das ações da Galp, o Millennium bcp, a Navigator e a NOS.

A Maxyield diz que a evolução do mercado bolsista português, “vai depender do termo da epidemia, recuperação das bolsas  internacionais e da retoma da económica mundial, sendo a imprevisibilidade a única certeza com que podemos contar”. No entanto, adianta a instituição, “é expectável que os mercados bolsistas antecipem a retoma económica e que posteriormente venham a ser impulsionados por esta”.

A Maxyield prevê que o perfil da retoma será diferenciado, “podendo ocorrer em forma de U (lenta e prolongada), V (mais rápida e acelerada), L (grande estagnação),  Nike  (suave e sustentável) ou W (recuperação com reversão associada a eventual 2ª vaga do vírus) numa geometria variável dependente  da sensibilidade dos diversos  setores de atividade e exposição dos espaços regionais ao coronavírus”.

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