‘May Day’ puxa pelas bolsas da Europa. Lisboa não foi exceção

No Reino Unido, confirmou-se o cenário de demissão de Theresa May, que deixa o cargo de Primeira-ministra no dia 7 de junho.  O FTSE 100 subiu 0,65% para 7.277,73 pontos. Por cá o PSI 20 fechou a subir 0,78% para 5.097,28 euros impulsionado pelas ações da EDP; da Sonae; pela REN; pela Jerónimo Martins e pelo BCP.

John Gress/Reuters

Theresa May anunciou a demissão, e as bolsas recuperaram ao ponto de atenuar as perdas semanais.

Por cá o PSI 20 fechou a subir 0,78% para 5.097,28 euros impulsionado pelas ações da EDP (+1,75% para 3,32 euros); da Sonae (+1,64% para 0,9 euros); pela REN (+1,44% para 2,465 euros); pela Jerónimo Martins (+1,42% para 13,605 euros) e pelo BCP (+1,08% para 0,2533 euros).

A liderar as perdas esteve a Corticeira Amorim (-2,65% para 10,3 euros) e os CTT (-1,65% para 2,260 euros). Segundo a Mtrader os CTT estão pressionados após corte de preço-alvo.

Na Europa a sessão foi de otimismo na negociação com os comentários de Trump sobre a guerra comercial a darem suporte. O Presidente norte-americano mostrou-se esperançoso num acordo com a China, que poderá incluir a chinesa Huawei. “Os preços do petróleo seguiam a mesma linha e puxavam pelo setor” escreve o analista da Mtrader, Ramiro Loureiro.

O Brent, referência em Londres, subiu 0,24% para 67,92 dólares e o crude WTI nos EUA sobe 0,02% para 57,92 dólares.

No Reino Unido, confirmou-se o cenário de demissão de Theresa May, que deixa o cargo de Primeira-ministra no dia 7 de junho.  O FTSE 100 subiu 0,65% para 7.277,73 pontos.  Também em Inglaterra as vendas a Retalho no Reino Unido fecharam em abril inalteradas face ao mês anterior.

Na Europa o verde dominou. O EuroStoxx 50 valorizou 0,71% para 3.350,7 pontos. O índice de Milão ganhou 1,19%; o IBEX de Madrid avançou 0,66% para 9.174,6 pontos; o DAX subiu 0,49% para 12.011,94 pontos; e o CAC 40 fechou com ganhos de 0,67% 5.316,51 pontos.

Os índices europeus atenuaram ass as perdas desta semana que foi marcada pelas tensões comerciais.

“As guerras comerciais globais estão a pesar sobre o sentimento dos exportadores alemães. As expectativas de exportação da indústria caíram para 0,9 pontos de equilíbrio em maio, face a 1,2 pontos em abril. O impulso das exportações continua a enfraquecer”, diz o Ifo.
O clima é particularmente sombrio na engenharia mecânica, adianta o instituto, onde, pela primeira vez em mais de seis anos, há mais empresas a esperar que os pedidos do exterior diminuam do que a esperar que aumentem. A indústria metalúrgica também espera que as exportações diminuam. A indústria química, prevê, pelo contrário, um retorno ao otimismo após um leve ceticismo no mês anterior. A indústria alimentar alemã também continua a ver boas oportunidades para a exportação.

O mercado de dívida soberana sofre um agravamento dos juros. O Reino Unido têm os juros em alta de 0,3 pontos base para 0,956%; a dívida alemã também sobe 0,3 pontos base mas continua com uma yield negativa de -0,117%. A dívida portuguesa caiu 3,7 pontos base para 0,976%. A dívida espanhola cai 2,6 para 0,826% e a italiana deslizou 8,5 pontos base.

O euro cai 0,20% para 1,1203 dólares.

 

 

 

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