PremiumMazars: “Vamos continuar a lutar pela auditoria conjunta”

Luís Gaspar, managing partner da Mazars Portugal, afirma que, até 2020, a firma quer estar presente em 100 países e somar 2,2 mil milhões de euros de volume de negócios.

A Mazars Portugal considera que a reforma da auditoria, que estabeleceu a rotação, foi uma “oportunidade” e gerou “diversificação” na indústria, mas denuncia que Portugal “ter passado completamente ao lado” do regime joint audit. Em entrevista ao Jornal Económico, Luís Gaspar, country managing partner da firma, afirma que continuará a fazer o possível para que, a médio prazo, dois auditores possam assinar o mesmo documento. “Temos de combater aquilo que está instituído no mercado de trabalhar essencialmente com os grandes. Vamos fazer a nossa parte e continuamos a lutar. Há, obviamente, algum lobby. Se quiser registar dois auditores nenhum notário o aceita”, critica. Na sua opinião, este sistema – que existe em Inglaterra, por exemplo – geraria uma discussão mais eficaz com os clientes e melhoraria a qualidade do trabalho.

Sobre a supervisão, que passou para as mãos da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o responsável da Mazars admite que tem sido um caminho “diferente” e “mais exigente”, que obrigou a empresa a investir em ferramentas e no processo e a reforçar as equipa de suporte, de forma a mostrar que está a haver cumprimento das regras: “Tivemos de nos adaptar a isso e continuamos a adaptar-nos. Não é que tenha mudado muito em termos de regulamentação, mas alterou muita coisa na presença”. No entanto, Luís Gaspar sabe que a credibilidade da figura do auditor e do revisor oficial de contas tem estado bastante comprometida.

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