Medina quer cobrar um euro por cada serviço de táxi no aeroporto de Lisboa

Autarquia admite negociação para novo regulamento de acesso de veículos ao aeroporto da capital. Presidente da Antral rejeita cobrança adicional.

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) quer cobrar uma taxa adicional de um euro a cada taxista que faça serviços a partir do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. O Jornal Económico sabe que essa questão está em cima da mesa no âmbito da discussão do novo regulamento de acesso de viaturas de transporte de passageiros ao aeroporto da capital, por iniciativa do vereador da Mobilidade da CML, Miguel Gaspar, e está já a gerar grande polémica entre as entidades que têm voto na matéria, em particular junto dos próprios taxistas, avança o Jornal Económico esta sexta-feira, 26 de abril (acesso pago).

Até ao fecho da edição foi impossível falar com o vereador Miguel Gaspar, por este se encontrar em viagem, incontactável. No entanto, fonte oficial da Câmara Municipal de Lisboa confirmou ao Jornal Económico que “estamos nesse momento numa fase de discussão do regulamento, a falar com os operadores e com o sector”.

Aparentemente, consenso é algo que esta proposta, se seguir em frente, não vai conseguir reunir. Contactado pelo Jornal Económico, Florêncio de Almeida, presidente da Antral, entidade que diz representar 80% dos taxistas em Portugal, rejeita a proposta. “A Câmara [de Lisboa] quer receber um euro, pago pelo utente, por cada serviço de táxi que saia do aeroporto e eu discordo disso.

“O que eu lhe digo é que a Câmara já recebe 600 mil euros por ano para tratar dos espaços que os táxis ocupam em Lisboa. Nós prestamos um serviço público. A Carris paga alguma coisa para ter as paragens dos autocarros? Não paga nada. Por que é que o táxi há-de estar a subsidiar a Câmara de Lisboa? Aí, sou totalmente contra e há colegas meus que aceitam – até da direção – mas eu não aceito”, garantiu Florêncio de Almeida, em declarações ao Jornal Económico.

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