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Médio Oriente: Montenegro afirma que reconhecimento da Palestina contribui para estabilidade e menos conflitos

“Assumimos a nossa decisão. É a decisão que interessa a Portugal, que, do nosso ponto de vista, pode contribuir para a estabilidade no Médio Oriente e para uma comunidade internacional com menos conflitos, com mais atenção e direção à garantia e preservação dos direitos das pessoas”, afirmou Luís Montenegro em resposta ao secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, durante o debate quinzenal na Assembleia da República.
epa12180531 Portuguese Prime Minister Luis Montenegro speaks during the plenary session to present the Program of the XXV Constitutional Government at the Assembly of the Republic in Lisbon, Portugal, 17 June 2025. EPA/JOSE SENA GOULAO
24 Setembro 2025, 17h43

O primeiro-ministro considerou hoje que o reconhecimento do Estado da Palestina por Portugal pode contribuir para a estabilidade no Médio Oriente e menos conflitos e afirmou que Israel é “um país democrático e amigo de Portugal”.

“Assumimos a nossa decisão. É a decisão que interessa a Portugal, que, do nosso ponto de vista, pode contribuir para a estabilidade no Médio Oriente e para uma comunidade internacional com menos conflitos, com mais atenção e direção à garantia e preservação dos direitos das pessoas”, afirmou Luís Montenegro em resposta ao secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, durante o debate quinzenal na Assembleia da República.

O chefe do executivo frisou ainda que Portugal respeita Israel, considerando que é uma “democracia e um país amigo”.

“Nós podemos não concordar com todas as decisões, e não concordamos, das autoridades israelitas, mas Israel é um país democrático, Israel é um país amigo de Portugal. Isso que fique muito claro”, referiu.

Depois de ter ouvido críticas de Paulo Raimundo, que considerou que o reconhecimento da Palestina é tardio e recordado que o PCP já o tinha proposto várias vezes na Assembleia da República, Luís Montenegro disse saber que há partidos com “muito boa intenção” relativamente à causa palestiniana, mas defendeu que foram os governos da AD que mais fizeram pela Palestina.

O primeiro-ministro frisou que foi um Governo da AD, referindo-se ao executivo de Passos Coelho, que votou favoravelmente nas Nações Unidas a participação da Autoridade Palestiniana na Assembleia-Geral como membro observador e foi o seu executivo, na última legislatura, que votou favoravelmente a que a Palestina se tornasse membro efetivo.

“E agora foi também um Governo da AD que decidiu o reconhecimento do Estado da Palestina”, referiu, acrescentando que o objetivo do executivo é que desenvolver uma estratégia para se chegar à solução dos dois Estados.

Dirigindo-se a Paulo Raimundo, Montenegro afirmou que o seu executivo “não têm muito a competir” com os governos que o PCP apoiou, numa referência ao período da ‘geringonça’, “porque disseram sempre coisas muito mais veementes”.

“Mas, no fim do dia, nunca tiveram coragem de decidir, e nós tivemos coragem de decidir”, afirmou.


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