Menos aviões no Montijo custarão 115 milhões de euros à ANA

A solução já foi consensualizada e deve ser incluída no acordo que o Governo e a ANA – Aeroportos de Portugal devem assinar nas próximas semanas, devendo a operação ascender aos 115 milhões de euros.

Jacky Naegelen/Reuters

A Força Aérea vai deslocar vários aviões militares para a base de Beja e Sintra, a fim de dar início à construção do aeroporto do Montijo. A solução já foi consensualizada e deve ser incluída no acordo que o Governo e a ANA – Aeroportos de Portugal devem assinar nas próximas semanas, devendo a operação ascender aos 115 milhões de euros, avança o jornal “Público”.

A ideia é transferir a esquadrilha de helicópteros EH101 (destinados especialmente para missões de busca e salvamento) da Base Aérea, n.º 6 do Montijo para Sintra, enquanto os C295 (especializados no transporte de tropas e carga) devem ser transferidos para Beja. Apenas os aviões maiores devem continuar no Montijo, tendo em conta que são compatíveis com os voos civis.

Para que este processo fique encerrado, falta ainda definir os detalhes relativos ao modelo de financiamento da construção do novo aeroporto, assente numa lógica que isenta o Estado de custos de construção do projeto civil no Montijo. O custo da operação deverá ser pago pela ANA, que integra o grupo francês Vinci.

Recomendadas

Administração da Altice reúne-se com sindicatos a 22 de junho para esclarecer futuro da empresa

Sindicatos querem conhecer o plano da empresa para os trabalhadores, bem como as notícias que dão conta da saída da Altice de Portugal. Mas, segundo o STPT, o foco será esclarecer um “plano organizacional integrado” cujos contornos as estruturas sindicais dizem desconhecer.

Fusões e aquisições de empresas em Portugal movimentaram mais de 3 mil milhões até maio

Apesar de em 60% das transações os valores não terem sido revelados, os números representam uma diminuição de 10% no total de transações e uma queda de 53% no capital mobilizado.

PremiumEuro2020 pode ser pontapé para relançar mercado publicitário das marcas

Cobertura mediática será maior do que em 2016, mas é pouco provável que se traduza em recordes de audiências, dizem especialistas. Ainda assim, as marcas deverão aproveitar a oportunidade.
Comentários