A Meo aceitou aumentar os salários base em 2,5%, com efeitos a 01 de julho próximo, e fixar o salário mínimo para trabalhadores já ao serviço em 970 euros, anunciaram hoje os sindicatos representativos, em comunicado.
Segundo o SINTTAV, SNTCT, STT, Sindetelco, Sicomp, Tensiq, FE e Sinquadros, esta é a proposta final da Comissão Executiva da Meo, que os sindicatos irão agora analisar para então transmitir uma posição final à empresa.
No âmbito das cinco reuniões de negociação mantidas entre os oito sindicatos e a Meo, a última das quais em 27 de fevereiro passado, a empresa aceitou ainda aumentar o número de movimentos de evolução profissional de 100 para 120, com efeitos a 1 de outubro de 2026. Segundo as estruturas sindicais, a Meo reconheceu “finalmente a necessidade de integrar de forma abrangente os trabalhadores que permanecem há mais de 10 anos sem qualquer evolução profissional nestes movimentos”.
A empresa acedeu ainda conceder o dia 31 de dezembro como dispensa genérica ao serviço, sem perda de remuneração, nos termos da cláusula 88.ª do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), atualizar o subsídio de refeição para 10,46 euros e o de pequeno-almoço para 3,40 euros, com efeitos a 01 de julho de 2026, e “eliminar a injusta condição de assiduidade associada a um dia de férias, passando o período anual para 24 dias de férias, sem restrições”.
Foram ainda aceites as propostas dos sindicatos de antecipar a discussão sobre carreiras de setembro para maio e assumido um compromisso de negociar com os sindicatos uma proposta sobre Inteligência Artificial (IA). Relativamente ao aumento proposto, para 970 euros, do salário mínimo para os trabalhadores já ao serviço, os sindicatos ressalvam que, na Madeira, a remuneração mínima é de 980 euros desde janeiro, pois este é o salário mínimo nesta região autónoma.
Salientando que esta proposta “surge após um processo negocial exigente”, os sindicatos recordam que “a proposta inicial da empresa era claramente desajustada da realidade vivida pelos trabalhadores” e “só a persistência, a unidade sindical e a pressão exercida ao longo das negociações permitiram alcançar melhorias face às posições assumidas pela administração, face às restrições severas impostas pelo ‘dono’, Patrick Draih”.
“Importa sublinhar que estas alterações não resultam de qualquer iniciativa espontânea da empresa, mas sim da ação firme e determinada destes sindicatos, que desde o primeiro momento rejeitaram as propostas iniciais e exigiram uma resposta mais justa para quem diariamente garante os resultados da empresa”, enfatizam.
Tendo esta sido assumida como a proposta final da Meo, os sindicatos afirmam que “irão proceder à análise detalhada dos resultados obtidos e à auscultação das estruturas, decidindo a posição final a transmitir à empresa”, e garantem que “vão exigir uma postura de verdade e boa-fé na implementação integral das matérias que venham a ser consagradas em protocolo, incluindo a futura redução gradual dos horários de trabalho”.
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