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Mercados arrancam com olhos postos na nova votação no Congresso dos EUA

A semana que agora começa volta a trazer esperança que a a administração Trump consiga pôr fim ao shutdown mais longo da história dos EUA provocado pela oposição dos democratas ao Orçamento de Estado do Governo republicano que exigem cedências.
Wall Street
EPA/JUSTIN LANE
10 Novembro 2025, 07h00

A semana que agora começa volta a trazer esperança que a a administração Trump consiga pôr fim ao shutdown mais longo da história dos EUA provocado pela oposição dos democratas ao Orçamento de Estado do Governo republicano que exigem cedências.

Tal como destacam os analistas da XTB, esta semana teremos novas votações no Congresso para se perceber se existe consenso a fim de vermos o encerramento a terminar, depois de 14 votações sem sucesso até agora.

No fim de semana Donald Trump não parou de enviar recados ao senado, através da rede social Truth. O presidente Donald Trump propôs um acordo sobre os pagamentos dos planos de saúde, pedindo aos republicanos que enviem as transferências federais destinadas às seguradoras, previstas na Lei de Acesso à Saúde (Affordable Care Act), diretamente aos americanos, para pôr fim à paralisação do governo.

“Recomendo aos senadores republicanos que as centenas de milhares de milhões de dólares actualmente enviadas às empresas de seguros de saúde, que sugam dinheiro a fim de salvar o mau sistema de saúde oferecido pelo Obamacare, sejam enviadas diretamente às pessoas para que possam comprar os seus próprios planos de saúde, muito melhores, e ainda sobrar dinheiro”, escreveu numa publicação no Truth Social no sábado, sem fornecer detalhes.

A publicação surge um dia depois de os senadores republicanos terem rejeitado a proposta do líder da minoria democrata, Chuck Schumer, que permitiria a reabertura do governo norte-americano após a paralisação que começou a 1 de outubro. A paralisação é agora a mais longa da história dos EUA.

Trump também defendeu o fim do Filibuster no Senado americano. O mecanismo exige 60 votos para aprovar a maioria das propostas legislativas e tem sido alvo frequente de críticas do presidente. Segundo ele, a medida impede avanços e mantém o shutdown em curso há 39 dias. Antes afirmara que os democratas temem o progresso republicano em pôr fim ao Filibuster, sugerindo que sua eliminação poderia destravar as votações no Congresso.

Em termos de calendário económico, serão publicados vários dados importantes, sobretudo nos Estados Unidos, Reino Unido, China e Austrália

Na quarta-feira, o destaque vai para os Estados Unidos, onde está agendada uma intervenção de Waller, membro da Reserva Federal dos EUA. “Qualquer comentário sobre a política monetária futura poderá influenciar diretamente as expectativas dos mercados relativamente à trajetória dos cortes nas taxas de juro”, defende a XTB.

A corretora destaca ainda os dados de inflação dos Estados Unidos, previstos de forma tentativa (devido ao shutdown do governo) para quinta e sexta-feira. O mercado estará especialmente atento ao Core CPI, ao CPI e ao PPI, bem como aos pedidos de subsídio de desemprego e aos resultados das vendas a retalho. Estes dados podem ser determinantes na decisão da Fed sobre as taxas de juro na próxima reunião de dezembro.

A semana passada ficou marcada por momentos de grande volatilidade nos mercados, com os investidores a ficarem cada vez mais preocupados com a dependência dos mercados sobre a aposta em IA e os riscos associados. Além disso, o shutdown do governo americano atingiu novos recordes, tornando-se o mais extenso da história.

A marcar a semana está também a notícia que a China anunciou a suspensão da proibição de exportação de gálio, antimónio e germânio — metais raros essenciais — para os Estados Unidos, em mais um sinal de redução das tensões entre os dois países.

A China e os Estados Unidos irão também suspender a partir desta segunda-feira as taxas portuárias mútuas impostas em outubro, no âmbito da última crise comercial anterior aos acordos assinados pelos presidentes dos dois países, Xi Jinping e Donald Trump.

As bolsas europeias encerraram em baixa. Os investidores clamam por um entendimento entre republicanos e democratas para colocar fim ao shutdown do Governo norte-americano, o maior da história, que entrou no 38.ºdia de paralisação de serviços federais e de tem adiado sucessivamente importantes divulgações de dados macroeconómicos, o que deixa os mercados sem visibilidade em temas como o de criação de emprego nos EUA. Companhias aéreas nos Estados Unidos começaram a cancelar alguns voos programados, à medida que o impasse restringe o transporte aéreo e força milhares de passageiros a alterarem os seus planos de viagem. O PSI foi mais castigado que os congéneres, ao perder mais de 2%, arrastado pelos tombos superiores de EDP e EDPR, que sofreram downgrades. A bolsa de Lisboa fechou hoje a sessão em queda, de 2,27%, para 8.186,96 pontos, com a EDP Renováveis e a EDP a perderem 5,86% e 5,19%, respetivamente, e acompanhando a tendência europeia, como destacou a análise de fecho dos mercados de sexta-feira, da MTrader.

As elevadas avaliações das ações de inteligência artificial (IA) foram o foco do mercado esta semana, com os receios de uma possível bolha da IA ​​a limitar o otimismo dos investidores. Mas a visão em Wall Street é ainda a de que várias ações tecnológicas oferecem bases sólidas e estão a apresentar um crescimento rápido, impulsionado pela IA, justificando as suas avaliações elevadíssimas. Eis três ações favoritas dos principais profissionais de Wall Street, de acordo com a TipRanks, uma plataforma que classifica os analistas com base no seu desempenho passado: Amazon; segunda ação recomendada é a Alphabet (GOOGL), proprietária da Google e do YouTube; e a terceira o gigante tecnológico é o fabricante de chips Advanced Micro Devices (AMD), que apresentou resultados sólidos no terceiro trimestre do ano fiscal de 2025, de acordo com a CNBC.

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