“Meta em 2019 é continuar a crescer na casa dos dois dígitos”

Estratégia do grupo Terris passa por criar e adquirir novas empresas. Maioria da aposta do projeto industrial passa pela produção para o mercado alemão, espanhol e francês. Empresa conta com um volume de negócios de 23 milhões de euros.

Com mais de dez anos de ligação ao mercado português, o grupo Terris, atua de forma transversal na gestão sustentável do território,  mais propriamente nas suas práticas de investigação, inovação na gestão florestal, resíduos sólidos urbanos e industriais. O grupo empresarial era anteriormente conhecido por Ecorede, mas passou a designar-se Terris já em 2019, para evitar uma eventual sobreposição de identidade das empresas que hoje constituem o grupo empresarial.

Em entrevista ao Jornal Económico, o presidente-executivo do grupo Terris, Paulo Renato Reis, refere que a estratégia no futuro “passa por acrescentar valor aos nossos clientes”, já que eles são “o nosso foco”. Até porque, afirma, “o modelo de gestão que usamos em todas as nossas empresas tem como matriz comum oferecer serviços de excelência aos nossos clientes. Para isso procuramos diariamente desenvolver talento nas nossas empresas, sendo que um vetor crucial são os nossos recursos humanos”.

Sobre todo o processo de restruturação que a empresa atravessa, Paulo Renato Reis, assume que “o nosso objetivo é que o mercado tenha uma ideia muito clara sobre o que cada empresa faz e onde pode acrescentar valor”, sendo que “para isso foi necessário efetuar uma cisão por áreas de negócio, com administrações próprias, com algum impacto na orgânica do grupo Terris e, claro, das próprias empresas que dele fazem parte.

O responsável salienta que “as mudanças traduzem-se quase sempre por alguns momentos de ansiedade, mas penso que esta restruturação é uma evolução muito positiva para o grupo e está a ser encarada com muito otimismo e responsabilidade, e por parte do mercado estamos a sentir uma óptima aceitação”.

Sobre os objetivos para este ano, Paulo Renato Reis, refere que a “estratégia passa por criar, novas empresas com maior valor acrescentado, onde o fator inovação esteja presente”, e que a Terris está  “a estudar algumas possibilidades por via de aquisição de algumas empresas. Umas que são da nossa área de atuação e outras que podem ser complementares à nossa atividade”, afirma.

No entanto, o empresário frisa que a história da Terris “tem sido começar do zero”, sendo que “este ano avançaremos com a criação de uma nova empresa, com base na economia circular. Iniciaremos com este novo projeto o nosso caminho na indústria, o que será um momento marcante para a história do grupo Terris”, sublinha.

Ao nível financeiro, o grupo empresarial tem um volume de negócios consolidado de 23 milhões de euros o que “representa um crescimento de 20% no nosso volume de negócios, com um EBITDA de 15%. Em 2019, temos como meta continuar a crescer na casa dos dois dígitos. Este ano marcará a criação de novas empresas, quer no âmbito da economia circular, quer no âmbito da economia digital”, explica Paulo Renato Reis.

A empresa pretende manter o foco no mercado português, sendo que “no âmbito do nosso projeto industrial, 80% do que produzirmos será para o mercado europeu, nomeadamente o mercado francês, alemão e espanhol. Essa é a via pelo qual o grupo terá a sua exposição ao mercado externo”, salienta.

Ler mais
Recomendadas

Nova geração apresenta uma nova visão do imobiliário… sem filtros

Numa altura em que o setor do imobiliário passa por uma grande dinamização, é importante mostrar que o mercado é conduzido de forma profissional, transparente e sobretudo atento às novas tendências e visões.

Como a inteligência artificial pode estar ao serviço do setor do imobiliário

A plataforma de inteligência artificial, que agrega e atualiza diariamente a informação do mercado de milhares de fontes, tem como missão e visão tornar o imobiliário mais transparente, ao construir a base de dados mais completa e ‘limpa’ do mundo.

Novas lideranças nas escolas de formação de executivos

Luís Cardoso, José Crespo de Carvalho e Céline Abecassis-Moedas enfrentam novos desafios profissionais. O ‘peso pesado’ Luís Cardoso protagonizou a transferência do ano da Católica-Lisbon para o IDEFE-ISEG.
Comentários