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Metalurgia à boleia da guerra face a risco no setor automóvel

A preocupação com as encomendas do setor automóvel está a levar as empresas de metalurgia e metalomecânica a acelerarem a procura por oportunidades na área da Defesa.
17 Janeiro 2026, 11h00

O setor metalúrgico e metalomecânico, um dos pilares das exportações portuguesas, está a apostar de forma crescente na produção de material militar. A expansão deste filão resulta da guerra na Ucrânia e de um novo impulso ao investimento europeu em Defesa, mas um outro fator está a levar as empresas portuguesas a acelerar a procura por novas oportunidades nesta área: o risco de perda progressiva de negócio no importante setor automóvel.

As empresas do setor, “fornecedoras habituais do ‘cluster automóvel’, têm noção de que há o risco de virmos a perder algum negócio nesse domínio, com a crescente eletrificação dos automóveis”, afirma Rafael Campos Pereira ao Jornal Económico. O vice-presidente executivo da AIMMAP, que reúne os industriais metalúrgicos e metalomecânicos, nota que os carros elétricos “implicam muito menos componentes do que os motores da combustão e, portanto, há menos trabalho”. A este problema junta-se “alguma dificuldade” dos fabricantes automóveis europeus face à concorrência de países asiáticos, que já afetou Portugal no passado.

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