Millennium na Polónia compra Euro Bank por 428 milhões de euros

O BCP comunicou esta segunda-feira, antes da abertura do mercado, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários que chegou a acordo com a Société Générale para a aquisição de uma participação de 99,79%.

O BCP anunciou esta segunda-feira que, através da sua subsidiária na Polónia (Bank Millennium), chegou a acordo para a compra de uma participação de 99,79% no Euro Bank à Société Générale, por cerca de 428 milhões de euros (1.833 milhões de zlotys). A aquisição foi comunicada esta segunda-feira, antes da abertura do mercado, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“A aquisição do Euro Bank permite reforçar a posição do Bank Millennium na banca polaca. Levará, adicionalmente, a um aumento da sua base de clientes, e torná-lo-á um dos seis maiores bancos na Polónia em número de clientes de retalho, reforçando a presença geográfica do Bank Millennium em cidades polacas de menor dimensão”, refere o banco.

A instituição bancária salienta, no mesmo documento divulgado pela CMVM, que o negócio com a Societe Generale Financial Services Holding tem “implícito um múltiplo P/BV de 1,20x (preço final de aquisição sujeito aos ajustes habituais ao net asset value na data da transação), a ser pago em cash e totalmente financiado por meios próprios do Bank Millennium”.

O BCP prevê que, cerca de dois anos depois de a operação estar concluída, o que deverá acontecer no segundo trimestre de 2019, os resultados do banco polaco subam 26% e o rácio CET1 se situe em 15,9%. Em relação ao Millennium bcp, a operação deverá causar um impacto de -40 pontos base no rácio CET1 e de -30 pontos base no rácio de capital total fully implemented na altura da compra e fazer crescer os resultados consolidados da entidade bancária já a partir de 2020, considerando custos de integração.

Miguel Maya, CEO do Millennium bcp, considera que se trata de um mercado “com elevado potencial de crescimento” e explica que a aquisição “foi analisada com o máximo detalhe dada a relevância que a gestão rigorosa do capital e dos riscos de negócio assumem para a comissão executiva do BCP”. “O banco não perspetiva qualquer aquisição adicional, sendo o crescimento previsto no plano estratégico exclusivamente suportado no desenvolvimento orgânico”, assegura, no comunicado.

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