Ministério da Educação “repudia qualquer ato de discriminação” depois de beijo entre alunas

O diretor da escola, Hugo Martinho, alega que “não houve qualquer repreensão ou crítica à orientação sexual das alunas”, mas que foi pedida “alguma contenção” às alunas, em declarações ao Jornal de Notícias.

O ministério da Educação repudia atos de discriminação e vai agir no sentido de apurar o que aconteceu na Escola Secundária de Vagos, onde duas alunas foram repreendidas por darem um beijo. As duas raparigas levaram uma repreensão de uma funcionária que as viu a darem um beijo. Em gesto de apoio às colegas, dezenas de alunos da escola manifestaram-se nas instalações contra a homofobia.

“O ministério da Educação teve esta quarta-feira conhecimento do referido caso, pelo que vai agir no sentido do apuramento dos alegados factos. O Ministério da Educação repudia qualquer ato de discriminação”, afirmou fonte oficial do ministério de Tiago Brandão Rodrigues, contactado pela TVI 24.

O ministério respondeu assim ao Bloco de Esquerda que pediu, depois de a situação se ter tornado pública, explicações ao Governo sobre as alegadas ameaças do diretor da escola a vários alunos que quiseram defender as colegas.

Um elemento da direção da escola terá chamado uma das alunas para a “avisar” de que não deve “demonstrar o seu afeto num local tão público”, segundo noticiou o Jornal de Notícias. A mesma aluna disse ainda que o diretor lhe deixou um recado: por se terem manifestado, agora terão de “sofrer as consequências”. Os colegas partilharam fotografias e vídeos da manifestação nas redes sociais.

Em declarações ao JN, o diretor da escola, Hugo Martinho, explicou que “não houve qualquer repreensão ou crítica à orientação sexual das alunas”, mas que pediu “alguma contenção” às alunas.”Um elemento da direção falou com uma das alunas, num local reservado, pedindo alguma contenção, no sentido de as proteger”, disse Hugo Martinho.

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