Ministério das Finanças reage ao aumento do PIB e afirma que “economia mantém dinâmica de crescimento”

O PIB nacional aumentou 0,5% comparativamente ao primeiro trimestre e 1,8% em termos homólogos. Em comunicado, o gabinente de Mário Centeno afirma que o crescimento do PIB continua a ser pautado pelo crescimento do emprego e pela redução do desemprego, tendo sido criados, no segundo trimestre de 2019, mais 42,5 mil empregos.

Cristina Bernardo

O Ministério das Finanças (MF) já reagiu aos resultados da economia portuguesa. De acordo com o Instituo Nacional de Estatística (INE), o PIB cresceu 1,8% no segundo trimestre de 2019 e aumentou 0,5% comparativamente aos primeiros três meses deste ano.

Num comunicado enviado às redações, esta quarta-feira, o gabinete de Finanças afirma que “a economia portuguesa tem hoje bases sólidas para enfrentar um contexto externo pautado pela acumulação de riscos”, lê-se na nota. “A recuperação do investimento ao longo dos últimos anos, a estabilização do setor financeiro, o reequilíbrio das contas externas e os progressos alcançados na consolidação estrutural das contas públicas constituem pilares sólidos para o crescimento económico nos próximos anos”.

De acordo com o departamento de Mário Centeno, o crescimento do PIB continua a ser pautado pelo crescimento do emprego e pela redução do desemprego, tendo sido criados, no segundo trimestre de 2019, mais 42,5 mil empregos por comparação com o segundo trimestre de 2018, enquanto o número de desempregados diminuiu em cerca de 23,4 mil em igual período, correspondente a uma redução da taxa de desemprego para 6,3%, o menor valor desde 2004.

O valor previsto hoje pelo INE vai ao encontro do que esperavam os especialistas do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa (ISEG), que antecipavam que o PIB se mantivesse ao nível do registado no primeiro trimestre (1,8%).

“Os primeiros dados quantitativos relativos ao segundo trimestre sugerem um crescimento estável do consumo privado, um menor crescimento do investimento e um contributo negativo da procura externa líquida”, argumentaram esses analistasnuma nota divulgada no final de junho.

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