Ministra adjunta para o Brexit é a quarta demissão no governo de Theresa May

“É com profundo pesar e após reflexão que renuncio hoje como ministra adjunta para o Brexit. Obrigado pela oportunidade. Esta não foi uma decisão fácil”, anunciou Suella Braverman na sua conta do Twitter.

Stefan Wermuth / Reuters

A ministra adjunta para o Brexit, Suella Braverman, é a quarta baixa no ‘gabinete’ de Theresa May, na sequência da aprovação do primeiro rascunho do acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) dentro do governo britânico. “É com profundo pesar e após reflexão que renuncio hoje como ministra adjunta para o Brexit. Obrigado pela oportunidade. Esta não foi uma decisão fácil”, anunciou Braverman na sua conta do Twitter.

Braverman foi presidente do European Research Group antes de se juntar ao governo. Quando David Davis, ministro para o Brexit antes de Dominic Raab, e Steve Baker se demitiram do departamento governamental que está a negociar a saída do Reino Unido da UE, houve indicação que Suella Braverman também sairia. Mas naquela ocasião, a governante foi persuadida a ficar – até agora.

A ministra adjunta para o Brexit pediu a demissão na sequência do acordo alcançado ontem (quarta-feira, 14 de novembro) para o Brexit, depois das renúncias da ministra do Trabalho e das Pensões, Esther McVey, de Dominic Raab, o ministro que tutelava as negociações para o Brexit, e da secretário de Estado para a Irlanda do Norte, Shailesh Vara.

A contestação ao acordo anunciado por Theresa May está a tornar-se visível entre os governantes britânicos e, caso a onda de renúncias continue, os deputados londrinos poderão vir a equacionar a apresentação de uma moção de censura à primeira-ministra britânica, de acordo com imprensa britânica.

 

 

 

Ler mais
Recomendadas

Boris Johnson pede à França e Alemanha para mudarem posição face ao Brexit

O primeiro-ministro britânico acredita que as reuniões desta semana com a chanceler alemã, Angela Merkel, e com o presidente francês, Emmanuel Macron, servirão para que os líderes dos dois países optem favoravelmente por uma saída da União Europeia com acordo.

Brexit sem acordo levará a escassez de combustível, comida e fármacos

O documento divulgado pelo “Sunday Times” estima também que até 85% dos camiões que atravessam o Canal da Mancha “podem não estar preparados” para as formalidades das alfândegas francesas, o que provocaria longas filas que podem prolongar-se por dias.

Deputados britânicos pedem que primeiro-ministro convoque imediatamente parlamento

As férias de verão do parlamento terminam normalmente a 3 de setembro, mas os autores da carta, todos eles opositores do Brexit, defendem que os parlamentares devem estar reunidos em permanência até 31 de outubro, data em que o Reino Unido deve sair da União Europeia.
Comentários