Ministra do trabalho afirma que “governos devem promover políticas europeias que reforcem estado social”

A governante presidiu hoje à sessão com o tema “A contribuição dos sistemas de proteção social para a recuperação da crise”, na reunião dos ministros europeus do Trabalho e Assuntos Sociais (EPSCO).

João Relvas/Lusa

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, defendeu hoje a promoção de políticas europeias que reforcem o estado social, durante a reunião dos ministros europeus do Trabalho e Assuntos Sociais a que presidiu.

“É nossa tarefa promover políticas europeias que reforcem os estados sociais e que promovam a solidariedade. Isso exige redes de proteção social robustas, serviços públicos robustos e um diálogo social forte, bem como investimento público na área social”, realçou Ana Mendes Godinho, citada em nota de imprensa.

A governante presidiu hoje à sessão com o tema “A contribuição dos sistemas de proteção social para a recuperação da crise”, na reunião dos ministros europeus do Trabalho e Assuntos Sociais (EPSCO).

A ministra realçou durante a sua intervenção a importância do estado social, que “foi capaz de responder com eficácia a uma situação excecional”, como a pandemia de covid-19.

Segundo a nota, Ana Mendes Godinho salientou, igualmente, que “esta crise deixou evidente a necessidade de acelerar mudanças económicas e sociais para garantir promoção dos objetivos de sustentabilidade e inclusão, nomeadamente na proteção dos mais vulneráveis, garantindo que ninguém fica para trás”.

A ministra garantiu ainda que o reforço do Pilar Europeu dos Direitos Sociais será uma das prioridades da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE) no primeiro semestre de 2021.

“É importante combater os problemas da economia informal, os desafios dos novos modelos de trabalho e assumir a necessidade de termos sistemas de proteção social inclusivos”, declarou, salientando que a UE desempenha nesta área um papel fundamental.

Para Ana Mendes Godinho, “é crucial esforço conjunto para combater desemprego, desigualdades, pobreza e exclusão social com instrumentos financeiros e capacidade de intervenção rápida”, considerou ainda.

“A convergência, a solidariedade e a coesão social e territorial devem ser os motores da recuperação”, concluiu.

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