Ministro da Defesa defende que Portugal precisa de uma Marinha bem equipada

Para João Gomes Cravinho, importa “continuar a trabalhar para termos Forças Armadas que reflitam a sociedade portuguesa e a sua ambição”, sendo necessário que “ofereçam todas as condições para uma perspetiva de carreira que, pese embora as suas condicionantes específicas, garanta um futuro estável e recompensador para quem escolhe integrar a família militar”.

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, realçou, este domingo, a importância do mar para Portugal ao longo dos séculos, defendendo que o país precisa de uma Marinha “bem equipada” face aos desafios atuais.

Nos próximos 12 anos, segundo o ministro, o Estado vai fazer “um reforço muito significativo” ao nível dos meios humanos e equipamentos, designadamente na renovação da frota.

“Vamos reforçar a capacidade da nossa Marinha”, disse João Gomes Cravinho aos jornalistas, em Coimbra, no final da sua participação nas comemorações do Dia da Marinha, em que esteve acompanhado pela secretária de Estado da Defesa Nacional, Ana Santos Pinto.

Na sua intervenção, afirmou que “existe, hoje, na nossa sociedade um amplo consenso sobre a centralidade que o mar deve assumir no nosso desenvolvimento enquanto sociedade do século XXI e na afirmação internacional” de Portugal.

“O mar representa hoje um espaço de inovação e desenvolvimento que nos cabe fazer cumprir e configura-se como um dos nossos ativos estratégicos principais”, sublinhou.

Para o ministro da Defesa, “é um desígnio nacional e uma profunda fonte de sentido de pertença se o seu conhecimento for apoiado e suportado, como base de políticas públicas”.

“O trabalho desenvolvido pela Marinha, em todas as dimensões da sua interação com os nossos espaços marítimos e ribeirinhos, contribui de forma insubstituível para esse conhecimento, para esse sentido de pertença, para essa ligação afetiva com o mar”, acrescentou.

Neste contexto, João Gomes Cravinho destacou o trabalho do Instituto Hidrográfico (IG), “como um exemplo superior do potencial imenso que a aposta no conhecimento científico pode gerar” para a sociedade portuguesa.

O projeto de mapeamento desenvolvido pelo IG “conta já com cerca de 39% do nosso mar territorial e 48% da nossa Zona Económica Exclusiva mapeados”, disse.

“Hoje, as Forças Armadas portugueses enfrentam o desafio de recrutar mais e melhor e de oferecer carreiras atrativas para os nossos jovens. A Marinha não é exceção”, referiu.

O ministro da Defesa abordou “a dificuldade em preencher as vagas de efetivos e (…) em reter os jovens que se aventuram numa carreira militar”.

“Mas sabemos que a perceção que os cidadãos têm sobre a carreira militar é um fator crucial na sua atratividade”, acrescentou, perante as forças da Marinha em parada.

Para João Gomes Cravinho, importa “continuar a trabalhar para termos Forças Armadas que reflitam a sociedade portuguesa e a sua ambição”, sendo necessário que “ofereçam todas as condições para uma perspetiva de carreira que, pese embora as suas condicionantes específicas, garanta um futuro estável e recompensador para quem escolhe integrar a família militar”.

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