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Mísseis nucleares, caças e drones. China mostra ao mundo o seu poderio militar

Pequim mostrou ao mundo a modernização do seu exército num momento de tensão geopolítica. Trump acusou presidentes chinês, russo e norte-coreano de conspirarem contra os EUA. Líder chinês garante que o país não se deixa intimidar por “bullies”.
Xinhua/Kremlin
3 Setembro 2025, 14h09

 

Mais de 50 mil pessoas assistiram hoje em Pequim a uma mega-parada militar com 10 mil soldados onde a China mostrou ao mundo o seu poderio militar num momento de cada vez maior tensão geopolítica global.

Entre o armamento revelado encontram-se armas laser, drones aéreos e subaquáticos, caças ou misseis nucleares com a capacidade de percorrer 5.500 kms.

O evento de hoje celebra os 80 anos da vitória da China contra o Japão depois de este ter invadido o Império do Meio em 1937.

“A nação chinesa é uma grande nação que nunca é intimidada por qualquer agressor. O grande rejuvescimento da nação chinesa é imparável”, disse o presidente chinês em discurso reproduzido pela “CNN”, defendendo a construção de um exército de “classe mundial”.

Donald Trump já reagiu à parada militar dirigindo-se ao presidente chinês e aos outros líderes. “Por favor, deem os sinceros cumprimentos a Vladimir Putin e Kim Jong Un, na vossa conspiração contra os Estados Unidos da América”.

Xi Jinping foi o mestre de cerimónias do evento, com o presidente russo e o norte-coreano a assistirem ao vivo à parada. Já o presidente indiano esteve em Pequim esta semana, mas não esteve na parada militar, devido às tensões militares desde 2020 na fronteira chinesa-indiana e por Pequim vender armas ao Paquistão, um eterno rival da Índia.

O presidente chinês, também secretário-geral do Partido Comunista, tem conduzido a modernização do Exército de Libertação do Povo (ELP), o exército do país, na última década.

“Xi Jinping fez da modernização militar uma das suas prioridades pessoais e tem puxado muito por melhorias do exército. Esta parada é uma oportunidade para mostrar os avanços do ELP durante a sua liderança”, afirmou o analista Brian Hart do China Power Project at the Center for Strategic and International Studies, citado pela “CNN”.

 


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