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“Montenegro devia ter pudor. Caiu nos braços do Chega”, acusa José Luís Carneiro

O secretário-geral do Partido Socialista diz que o primeiro-ministro “integrou todo o discurso do Chega” e recusa a ideia de ter sido “frouxo” por ter optado pela abstenção no voto do Orçamento do Estado para 2026.
Cristina Bernardo
29 Outubro 2025, 08h37

José Luís Carneiro não poupa críticas a Luís Montenegro, depois do debate sobre o Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) que foi aprovado na terça-feira, na Assembleia da República. Ao podcast ‘Política com Assinatura’, da rádio “Antena 1” o secretário-geral do Partido Socialista (PS), diz que o primeiro-ministro “caiu nos braços do Chega” e que por isso “Luís Montenegro devia ter pudor”.

José Luís Carneiro diz também que o Governo “traiu a confiança dos eleitores” porque durante a campanha eleitoral nunca assumiu publicamente que queria fazer a revisão da Lei de Bases da Saúde, nem nunca falou com os eleitores sobre querer alterar as leis do trabalho.

O secretário-geral dos socialistas recusa a ideia de ter sido “frouxo” por ter optado pela abstenção no voto do Orçamento do Estado para 2026. “O grande problema que o país tem é ter muitos fanfarrões que apresentam planos atrás de planos, mas depois espreme espreme e não sai absolutamente nada”, afirma.

Sobre a lei da nacionalidade, José Luís Carneiro assume que o PS não tem intenção de levar o diploma ao Tribunal Constitucional (TC), preferindo esperar pela apreciação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. “Parece-me que é uma matéria que carece de uma leitura muito atenta”, refere José Luís Carneiro.

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