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Montenegro faz balanço da governação: “A pedra de toque foi ação, responsabilidade e estabilidade”

Parecia uma ação de campanha o Conselho de Ministros realizado no mercado do Bolhão, no Porto, esta quarta-feira, mas Luís Montenegro, primeiro-ministro, garante não ter violado qualquer dever de isenção ou de neutralidade. Ação serviu para fazer um balanço da governação da Aliança Democrática.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, fala aos jornalistas após a reunião do Conselho de Ministros sobre o Plano de emergência e transformação na saúde, realizada na Residência Oficial, em São Bento, Lisboa, 29 de maio de 2024. FILIPE AMORIM/LUSAfilipe a
2 Abril 2025, 14h53

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, aproveitou a declaração no mercado do Bolhão após a reunião de Conselho de Ministros desta quarta-feira para fazer um balanço da sua governação, que completa no dia um ano sem estar em plenitude de funções. Segundo o chefe do Governo da Aliança Democrática (AD), foram executadas um terço das políticas previstas para a legislatura inteira que, apesar de interrompida cedo, foi marcada “pela estabilidade”.

Ladeado dos seus ministros mas também do autarca do Porto, Rui Moreira, o primeiro-ministro passou em revista as várias medidas que marcaram o último ano, desde o aumento das pensões, à redução de impostos, às medidas na área da saúde e na habitação, mas também as ações de reforço de policiamento de proximidade. Montenegro destacou também os passos dados na imigração regulada e humanista, que pôs fim à política de “portas escancaradas”.

“Foi um ano onde reforçamos as condições para atrair grandes investimentos”, salientou o primeiro-ministro, dando como exemplo a decisão da Volkswagen de fabricar o novo veículo elétrico na Auto Europa. “Isto também corresponde à política de fixação de condições fiscais e de simplificação de procedimentos para que, a par de bons recursos humanos, fazem a diferença quando as grandes empresas decidem os locais” onde investem.

Na visão de Luís Montenegro, que garante não ter ido ao Bolhão em campanha mas sim na qualidade de primeiro-ministro e não ter existido nesta ação nenhuma violação dos deveres de isenção e de neutralidade, o ano que passou foi um ano em que “a pedra de toque foi ação, execução, e responsabilidade e estabilidade”. “Superamos todas as expectativas do ponto de vista económico e financeiro, superámos o superavit previsto”, vincou, recordando que, quando há um ano o Governo se propôs a aumentar salários na administração pública, a descer o IRS da classe média, a aumentar o complemento solidário para idosos, entre outras medidas, “muitos disseram que íamos deitar por terra o esforço de consolidação orçamental que vinha de trás”.  Contudo, “não só a economia cresceu mais, como o superavit das contas públicas superou as expectativas”, vangloriou-se.

Em resumo: Foi um ano de “conciliação” entre o maior crescimento económico e serviços públicos mais eficazes, maior rendimento das famílias, menos impostos sobre o trabalho, na compra da primeira habitação e menos impostos para as empresas, enfatizou Montenegro, acreditando que o desenvolvimento da estabilidade financeira e económica do último ano deixa Portugal numa posição “muito favorável” num contexto internacional de grande incerteza, fazendo do país um “porto de abrigo seguro” para acolher investimento.

Questionado sobre se a ação do Governo no Bolhão é já campanha eleitoral, Luís Montenegro disse que não ganhará qualquer voto por ali estar, e que a realização do Conselho de Ministros naquele local vem na senda de outros realizados noutros distritos do país, numa lógica de descentralização e de estar junto das pessoas “a olhar para as suas preocupações”. Os portugueses decidirão o seu sentido de voto consoante aquilo sabem “que somos capazes de fazer” – “os eleitores farão essa avaliação” no dia 18 de maio.

Interrogado ainda sobre o Presidente da República, Montenegro garantiu ter tido, ao longo do período da governação, uma relação “absolutamente extraordinária” com Marcelo Rebelo de Sousa, tanto do ponto de vista pessoal como institucional.

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